05/12/2011 - 09h10
Cinco minutos para `vender seu peixe` e fechar negócio
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Se você é empreendedor (ou pretende ser) já sabe o que responder caso um investidor lhe pergunte "qual o seu pitch?" Não? Então, é bom treinar. Porque nada é mais atual no mundo dos negócios do que vender uma ideia em poucos minutos para receber aporte financeiro.
O pitch é uma técnica criada nos Estados Unidos (e já muito usada também em reuniões de negócios no Brasil). Pode variar de 30 segundos a 20 minutos. E quanto menos tempo, melhor. "É a frase ou fala que exprime de maneira direta e concisa um projeto", diz Carolina Pereira, gerente de marketing da Artemisia, desenvolvedora de negócios sociais que tem usado o pitch para escolher projetos a serem impulsionados pela empresa. "O foco se perde com muita contextualização."
Ela diz que a companhia percebeu que o formato ganharia força por aqui a partir de duas observações: o número crescente de executivos de multinacionais que pegam o avião até outro paÃs para reuniões de minutos e também o aumento do empreendedorismo.
"Há cada vez mais pessoas elaborando projetos interessantes, precisando de uma chance para mostrá-los, conseguir dinheiro e levá-los adiante." E investidores são profissionais ocupados e com inúmeros projetos para avaliar.
Negociações precisam ser ágeis.
Em novembro, a sexta edição do Mega Start-Up Lab, promovida pela Artemisia, junto com o The Hub, escritório coletivo, foi palco dessa tendência. Realizada no Espaço Apas, em São Paulo, reuniu um público de 500 pessoas interessadas em conferir apresentações de 15 modelos de negócios.
Todos são submetidos às bancas formadas por profissionais ligados à área de empreendedorismo, que criticam, elogiam, apontam em que melhorar. Os participantes foram selecionados entre 100 projetos.
"A escolha leva em consideração potencial de inovação, de crescimento rápido e de geração de lucro", diz Carolina. Inclusive os negócios sociais, que não são ONGs, mas organizações cujo fim é o dinheiro e, ao mesmo tempo, tenham impacto social positivo.
O pitch do Mega Start-Up Lab era de cinco minutos, o suficiente, dizem os especialistas, para vender uma ideia. Parece pouco. A reportagem do JT acompanhou a apresentação de quatro deles. Com organização e argumentação clara, todos os detalhes são pontuados em tempo hábil.
"Treinei uma semana, apresentei para meus sócios e filmei os ensaios para me analisar", diz Ricardo de Oliveira Silva Pinto, de 22 anos, da PlatSo, uma plataforma na internet (ainda nascendo) na qual empresários poderão encontrar o cadastro de projetos sociais e ambientais para financiá-los. "É possÃvel fazer com que o discurso fique ordenado e que passe a mensagem necessária."
Para o analista de negócios Gilberto Ribeiro, da Vox Capital, um fundo que investe em empresas inovadoras, a experiência renova o fluxo de empreendedores e é uma vitrine para quem começa. "O pitch não é só apresentação, mas uma argumentação que precisa deixar os investidores curiosos a ponto de buscarem um segundo contato."
Fonte: Jornal da Tarde