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31/10/2011 - 07h49

Inadimplência das empresas recua 1,2% entre agosto e setembro de 2011

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A inadimplência das empresas brasileiras recuou 2,1% em setembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, conforme mostra o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, divulgado nesta segunda-feira (31).

Os economistas da instituição avaliam que a retomada da trajetória de queda da taxa básica de juro (Selic) e a proximidade das vendas de final de ano deverão provocar certo alívio na situação financeira das empresas, diminuindo o custo de financiamento e favorecendo a geração de caixa.

Apesar da queda mensal, na comparação entre setembro de 2011 e o mesmo período de 2010 houve alta de 26,2% na inadimplência das empresas. No acumulado do ano, frente ao mesmo período de 2010, o crescimento foi de 16%.

Os economistas da Serasa Experian explicam que a queda na passagem mensal decorre da menor quantidade de dias úteis em relação ao mês imediatamente anterior. Já a alta anual é reflexo da maior dificuldade que as empresas estão enfrentando este ano para honrar seus pagamentos.

"A desaceleração da atividade econômica, o aperto monetário conduzido entre dezembro do ano passado e agosto deste ano, o agravamento da conjuntura internacional e a concorrência dos produtos importados têm afetado negativamente o desempenho das empresas, gerando níveis superiores de inadimplemento", afirmam os economistas.

Valor médio das dívidas
Decompondo o indicador, a inadimplência em protestos e cheques apresentaram queda de 12% e 0,4%, na ordem, contribuindo com -3% e -0,1%, respectivamente, na relação mensal. Já o registro de dívidas não bancárias subiu 1,4%, enquanto em bancos a alta foi de 2,6% na mesma base de comparação.

De janeiro a setembro, o valor médio das dívidas não bancárias, como as de cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, foi de R$ 739,47, correspondendo a uma elevação de 0,2% na comparação com igual período do ano anterior.

Em relação às dívidas com bancos, o valor médio verificado no período foi de R$ 5.182,65, com alta de 9,7% ante o mesmo acumulado de 2010.

Já os títulos protestados registraram, nos nove primeiros meses de 2011, um valor médio de R$ 1.766,41, alta de 7,2% quando comparado com o período de janeiro a setembro do ano anterior. Por fim, os cheques sem fundos tiveram, no período, um valor médio de R$ 2.074,72, representando um aumento de 1,7% sobre igual acumulado de 2010.

Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com as instituições financeiras. A divulgação é mensal.

Fonte: InfoMoney
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