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28/10/2011 - 09h18

Mercado de luxo cresce 33% no Brasil

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O consumo de itens de luxo pelos brasileiros crescerá a uma taxa de 33%, em 2011. A projeção é da pesquisa "O Mercado do Luxo no Brasil 2010-2011" - feita pela MCF Consultoria & Conhecimento e a GfK Custom Research Brasil -, que coloca o cenário brasileiro entre os mais promissores do mundo para este mercado. 

De acordo com o estudo, o país tornou-se essencial para algumas operações mundiais de grandes marcas. 

O consumo de itens de luxo tem crescido também fora do eixo Rio-São Paulo. Brasília se consolida como um terceiro destino de investimentos, seguida por Belo Horizonte. O Sul, representado por Curitiba e Porto Alegre, também vem despertando a atenção dos investidores. 

Emergentes 
O resultado está diretamente ligado à relação emocional que o brasileiro tem com consumo. Outro estudo feito pelo Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) e pela MCF mostrou que, em países como Brasil, Rússia, China, México e Argentina, o consumo de marcas de Luxo é uma maneira de distinguir-se socialmente. 

Na Índia, por exemplo, é uma expressão da própria personalidade, aponta o relatório Living Luxury - in Emerging Markets. No Brasil, afirma a pesquisa, o luxo é visto como um presente para si mesmo, como resultado de merecimento.

Os países do Bric são estratégicos para o crescimento do segmento do Luxo. Segundo o levantamento, o potencial de crescimento nestes mercados é: China 83%; Brasil 43%; Índia 37% e Rússia 30%. 

As marcas europeias são as mais associadas ao luxo nos países emergentes. Quatro marcas estão entre as 10 mais mencionadas na pesquisa: Louis Vuitton, Gucci, Armani e Rolex. Chanel, Dior, Prada ou Dolce & Gabbana foram consideradas as mais influentes. 

Só os argentinos e indianos citaram marcas automotivas (Mercedes Benz, BMW) como itens de luxo. Louis Vuitton foi a mais citada na China (60% dos participantes). Na Rússia, a marca mais lembrada foi Chanel (21% das respostas). 

Algumas marcas locais também foram mencionadas no estudo. No Brasil, HStern (joias) e Natura (cosméticos) foram citadas. 

A pesquisa foi feita com 1320 consumidores de marcas de luxo - pessoas que gastaram ao menos 1 mil euros nos últimos 12 meses com marcas de luxo - em maio deste ano, nos mercados emergentes.

Fonte: Época Negócios
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