10/08/2011 - 09h26
Para o consumidor, o comércio deve dar a sacola alternativa à plástica, diz Datafolha
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Novo capÃtulo da novela da hora do supermercado. Entre tantos debates recentes sobre qual sacola utilizar para carregar as compras e quem deve arcar com o custo da mudança de hábito, o Datafolha divulgou no dia 8 uma pesquisa sobre a opinião do consumidor sobre as sacolas plásticas.
Varejistas, atenção: 64% dos entrevistados afirmou que, caso este tipo de bolsa fosse proibida, seria obrigação do comércio fornecer gratuitamente alternativas para transportar as compras. Somente 10% dos entrevistados acha que o comércio deveria vender outro tipo de sacolas.
Independentemente de ser justo ou rentável para os comerciantes, é perfeitamente lógico que a maior parte dos consumidores, que sempre ganhou as sacolinhas nos mercados, não queira incluir na salgada conta das compras do mês mais um item.
Até porque, segundo a própria pesquisa do Datafolha, a grande maioria dos consumidores, 84%, afirmou usar as sacolas plásticas como o meio mais freqüente para levar as compras para casa. É uma economia dupla porque 88% dos entrevistados reutilizam as sacolinhas e, destes, 96% as usam como saco de lixo.
A pesquisa tentou entrar em mais detalhes sobre como os consumidores encarariam o fato de ter de comprar as sacolas alternativas à plástica: 57% concordou que a proibição da distribuição das sacolas prejudicaria a população; 96% gostaria que o comércio distribuÃsse as sacolas biodegradáveis, caso as plásticas fossem proibidas.
Depois da sacola plástica, as formas de carregar compras mais utilizadas, de acordo com a pesquisa, foram as seguintes: sacola de pano e nylon (11%), carrinho de feira (3%) e caixa de papelão (2%). Se a ideia dos varejistas é manter a imagem positiva do estabelecimento, é bom considerar a pesquisa como alerta.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3  e 7 de maio, na região metropolitana de São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Ao todo foram entrevistadas 1123 pessoas, entre homens e mulheres com idade a partir de 16 anos, pertencentes a todas as classes econômicas.
Fonte: Época Negócios