01/07/2011 - 08h11
Número de empresas brasileiras que trabalham com horários flexíveis cai 21%
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De acordo com dados do International Business Report 2011 (IBR), da Grant Thornton, 62% das empresas privadas no Brasil trabalharam com horários flexíveis em 2010. O resultado é bem menor que o do ano anterior, quando 83% dos empresários ouvidos disseram adotar a política em seus negócios. Apesar da queda de 21% na comparação com o ano passado, o percentual brasileiro está acima da média global de 64%.
"As empresas têm que investir para dar mais benefícios e qualidade de vida aos seus funcionários, procurando estabelecer um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. A criação de políticas nesse sentido ainda não acontece tanto na prática. Com a atual escassez de mão qualificada, as empresas precisarão ter diferenciais para reter talentos e certamente esse tipo de ação tem que começar a crescer em um mercado cada vez mais competitivo. Os empresários brasileiros têm que esquecer questões culturais e dar maior flexibilidade, lembrando os diversos benefícios que isso pode trazer para a própria empresa", acredita Javier Martinez, responsável pelo IBR na América Latina.
Entre os países onde as empresas são destaque quando o tema é permitir que os funcionários tenham horários flexíveis está a Finlândia (92%), Suécia (86%), Austrália e Tailândia (85%). Na contramão, as empresas do Japão (18%), Grécia (26%), Armênia (25%) e Malásia (39%) são as que menos permitem práticas de horários maleáveis.
A região dos países Nórdicos (84%) e da América do Norte (78%) são os locais onde as empresas mais permitem práticas de horários flexíveis, ao contrário da APAC (47%) e dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China, com 59%).
Fonte: Administradores