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23/03/2011 - 09h59

Classe C ganha 19 milhões de brasileiros e chega a 101 milhões

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A classe C recebeu 19 milhões de brasileiros vindos da DE em 2010 e manteve o posto de maior do país, com mais de 101 milhões de pessoas. O número representa 53% da população total (191,79 milhões) - em 2009, era 49%. Os dados fazem parte do Observador 2011, pesquisa encomendada pela Cetelem BGN à Ipsos Public Affairs.

A segunda classe com maior número de brasileiros é a DE (com 47, 90 milhões), seguida pela AB (42,19 milhões). O levantamento mostra ainda que 12 milhões de brasileiros alcançaram as classes AB no ano passado.


"Houve uma mudança na forma que a população brasileira está distribuída. A pirâmide virou um losango, com mais pessoas fazendo parte da classe C", afirma Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da Cetelem BGN. Segundo ele, esse novo desenho vem se formando há cerca de quatro anos e está cada vez mais consolidado.


Em 2005, as classes AB e C correspondiam a 49% da população. Em 2010, passaram a 74%.


RENDA

De acordo com a pesquisa, houve grande aumento da renda média mensal dos brasileiros de todas as classes e regiões, que se mostrou mais acentuada nas classes DE. A renda familiar média deste estrato ficou em R$ 809, valor 48,44% maior do que em 2005. A dos brasileiros da classe AB ficou em R$ 2.983 e da C em R$ 1.338.


Os gastos dos brasileiros acompanharam o crescimento da renda. No ano passado, os cidadãos gastaram em média R$ 165 a mais do que em 2009, totalizando R$ 1.231.


Entre os principais gastos tiveram destaque prestação da moradia (R$ 367), pagamentos de crédito bancário (R$ 330), educação (R$ 274), empregada doméstico (R$ 232) e seguros (R$ 231).


Sobre perspectivas para 2011 a pesquisa aponta que 53% dos entrevistados acreditam que haverá aumento do consumo e 52% avaliam que haverá maior oferta de crédito para a população.


A pesquisa aponta também que 79% pretendem economizar mais em 2011, mas 48% também pretendem gastar mais neste ano.
O brasileiro pretende pagar a maioria dos bens que vai adquirir em 2011 à vista.

Para o estudo, foram feitas 1.500 entrevistas domiciliares em 70 cidades do país entre os dias 24 e 31 de dezembro. Para a definição por classe, foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil, que verifica o grau de instrução do chefe de família, as características do domicílio e a posse de bens.

Fonte: Folha Online
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