10/01/2011 - 09h30
2010 tem o menor número de falências em cinco anos, diz Serasa
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O ano de 2010 registrou o menor número de falências decretadas no Brasil desde 2005, quando foi editada a nova lei de falências, divulgou na quinta-feira (6) a Serasa Experian. No acumulado dos 12 meses, houve 732 decretos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Em 2009, foram 908.
O levantamento revela que as micro e pequenas empresas foram as que apresentaram o maior recuo no número de falências decretadas em 2010 na comparação com 2009. De janeiro a dezembro do ano passado, houve 653 decretações de falência de micro e pequenas. Em 2009, foram 831.
As médias empresas somaram 64 decretos em 2010, seis a mais que em 2009. As grandes empresas tiveram 15 falências decretadas no perÃodo, quatro a menos que as 19 em 2009.
Economia favorável
De acordo com os economistas da Serasa Experian, os indicadores de insolvência das empresas recuaram em 2010 em decorrência do ambiente econômico favorável aos negócios e investimentos.
O ano foi positivo para a geração de receitas e capitalização das empresas, diz a Serasa em nota, por motivos como o mercado interno aquecido, as polÃticas de estÃmulo econômico que vigoraram em parte do ano, a recuperação da oferta de crédito, o alongamento dos prazos de financiamento, a maior disponibilidade de recursos via BNDES, o recuo da inadimplência e o desenvolvimento de obras de infraestrutura.
A exceção continua com as empresas exclusivamente exportadoras que, com o real valorizado e a lenta recuperação das economias desenvolvidas, encontram dificuldades em colocar seus produtos nesses mercados, afetando seus resultados financeiros.
Perspectiva para 2011
Na perspectiva de 2011, a Serasa considera que a economia crescerá menos, em razão da polÃtica monetária restritiva para controle da inflação e ajuste do crescimento do paÃs, diante da pouca ociosidade existente na produção. A atenção também estará voltada para o câmbio e para a valorização do real.
A Serasa avalia que, de forma geral, mesmo com um crescimento menor do paÃs, as finanças empresariais não serão comprometidas em 2011, o que pode levar a novas quedas nos indicadores de insolvência.
Fonte: G1