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04/10/2010 - 10h58

BNDES vai apoiar projetos de coleta seletiva e reciclagem nas cidades-sede da Copa

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O BNDES quer aproveitar a oportunidade representada pela Copa do Mundo de 2014 para estimular projetos de coleta seletiva de lixo com inclusão social  de catadores de materiais recicláveis.

Para isso, o Banco iniciou entendimentos com os ministérios do Esporte e do Meio Ambiente, com os estados e municípios sedes do torneio e com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. Representantes de cada uma dessas entidades se reuniram na sede do BNDES na última quinta-feira (30) em oficina de trabalho que começou a mapear oportunidades nesse sentido.


A iniciativa foi uma das ações da Agenda de Meio Ambiente e Sustentabilidade para a Copa do Mundo de 2014, que está sendo elaborada pelo Ministério do Esporte.

Além de utilizar recursos do seu Fundo Social para cooperativas de catadores, o BNDES pode também realizar empréstimos a prefeituras e estados, para elaboração de projetos, e financiar eventuais concessionários de serviços de coleta e destinação de resíduos sólidos.

"Pretendemos criar linhas de financiamento com condições especiais para apoiar os municípios nas obrigações da nova lei", afirmou o diretor da Área de Inclusão Social do Banco, Elvio Gaspar.


Os municípios são os responsáveis legais pela política de resíduos sólidos e têm uma série de obrigações a cumprir, de acordo com a lei 12.305/2010, sancionada em agosto. Entre as obrigações, está a elaboração de um plano de gestão integrada de resíduos sólidos num prazo de dois anos e a eliminação por completo dos lixões até 2014.


Para auxiliá-los nesse esforço e ao mesmo tempo prover capilaridade à sua atuação, o BNDES estimulará as prefeituras a apresentar projetos globais, que envolvam a coleta seletiva de todo o território municipal e que contemplem todas as cooperativas de catadores do município (em vez de apoiar projetos isolados).


A iniciativa terá inicio pelas cidades-sede, mas o objetivo é que a experiência seja replicada, posteriormente, em outros municípios de grande e médio porte. "Focamos nas cidades da Copa porque o evento tem o poder de organizar as prioridades das cidades e dos estados e acelera o processo de decisão", avaliou Gaspar.

Fonte: Revista PEGN
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