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08/09/2010 - 10h10

Animados com o crescimento, 43% dos empresários deseja contratar temporários

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A economia aquecida e o maior poder de compra da população animaram os empresários brasileiros. Para atender a alta demanda prevista para o último trimestre, 43% deles querem aumentar o número de empregados, contra apenas 6% que planejam diminuir o efetivo.

O economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Fábio Bentes estima a contratação de 118 mil temporários até dezembro. "Um dos setores de destaque para o quarto trimestre é o comércio. O segmento cresce nesta época do ano devido ao pico de contratações para datas como Dia da Criança e Natal", ponderou. As estimativas deixam o Brasil na quarta colocação em um ranking das perspectivas de contratação em 36 países.

A pesquisa da consultoria Manpower aponta China, Taiwan e Índia, todos países emergentes, nas três primeiras colocações. Quando considerada a Expectativa Líquida de Emprego (saldo das empresas que pretendem contratar menos as que vão demitir), o país alcançou o índice de 37%, 16 pontos a mais que o do mesmo período no ano passado. "Expectativa de vendas e contratação de mão de obra estão diretamente ligadas. Quando o cenário é bom, como o atual, os empresários antecipam as contratações. Desses, cerca de 20% devem ser efetivados".

A pesquisa comprova que empregadores de 28 dos 36 países analisados pretendem aumentar a força de trabalho de outubro a dezembro. Na comparação com o terceiro trimestre, a expectativa melhorou em 13 locais. As únicas expectativas negativas estão na Grécia (-10%), Itália (-9%), República Tcheca (-2%), Espanha e Irlanda (-1%). Nas Américas, as 10 nações pesquisadas estão otimistas quanto às contratações. O fraco desempenho econômico norte-americano, entretanto, teve um impacto significativo nas expectativas, deixando os Estados Unidos no último lugar do continente, com expectativa líquida de 5%.

O diretor regional da Manpower para a América do Sul, Horacio De Martini, identifica uma tendência generalizada e positiva nos países das Américas, impulsionada principalmente pelo bom desempenho econômico e pelo crescimento da demanda por produtos e serviços. "O ciclo de recuperação, já em andamento em vários países do mundo, nos leva a prestar atenção às estratégias de recursos humanos para atender às necessidades colocadas pelo renascimento da indústria em geral", sugeriu.

Olimpíadas
No Brasil, empatados como os estados que mais vão contratar nos próximos meses, com expectativa líquida de 41%, estão o Rio de Janeiro e o Paraná. O diretor comercial da Manpower, Pedro Guimarães, atribui a boa colocação dos fluminenses aos financiamentos concedidos ao estado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para investimentos em obras para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo de futebol.

Quanto ao Paraná, ele destaca os resultados positivos da indústria local e o sucesso de políticas como a redução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como fatores que influenciaram os planos de contratações.

A
vendedora Adriana Arruda de Lira, 20 anos, moradora do Paranoá, comprova que o momento é favorável para quem busca espaço no mercado de trabalho. "Deixei o currículo na loja e, três dias depois, fui contratada. É meu primeiro emprego com carteira assinada", revelou a moça, que conseguiu o novo trabalho há menos de uma semana. A chefe de Adriana numa loja de calçados, Lucimar Gonçalves, garante que deve contratar pelo menos mais três funcionárias nos próximos meses. "Preciso de gente para o Natal", disse.

N
uma outra loja, especializada em cosméticos, a situação não é diferente. Além dos produtos, a vitrine exibe o aviso "procuram-se funcionários". A proprietária, Cláudia Belo, tem em vista não só o Natal, mas também o ritmo de crescimento da empresa. “Quando as vendas crescem, não há como manter a qualidade do atendimento sem contratar mais funcionários", afirmou. Há um mês na função de vendedora de cosméticos, Tatiana Napoleano, 25 anos, moradora de Taguatinga, trocou o emprego antigo, na área comercial de uma revista, pelo comércio. "Gostei da mudança. Saí de uma função administrativa para ter mais contato com os clientes".

Fonte: Correio Braziliense

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