11/08/2010 - 10h03
Aumento de renda estimulou crescimento de vendas em junho
A+
A-
Altera o tamanho da letra
Com maior poder de compra os consumidores foram mais aos supermercados e em busca por produtos alimentÃcios em junho.
Com isso, as vendas do comércio varejista registraram crescimento no
sexto mês do ano, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio,
divulgada nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e EstatÃstica).
Segundo o estudo, o aumento das comercializações foi de 1% frente a
maio e de 11,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Dentre os segmentos que foram destaques naquele mês estão
Hipermercados, supermercados, produtos alimentÃcios, bebidas e fumo,
cujo aumento das vendas foi de 1,5% na comparação com maio e de 11,9%
frente a junho de 2009. O grupo registrou o principal impacto na
formação da taxa do varejo, com participação de 50% no total da taxa.
Outro grupo de destaque foi Móveis e eletrodomésticos. Em junho, as
vendas foram 17% maiores frente ao mesmo mês do ano passado. Na
comparação com maio, o volume de vendas registrou elevação de 0,6%. As
vendas desse segmento registraram o segundo maior impacto, com
participação de 23%.
De acordo com o IBGE, no primeiro semestre do ano, o volume de vendas
do comércio varejista ficou 11,5% maior que o registrado no mesmo
perÃodo de 2009.
Nos últimos 12 meses, a variação foi de 9,3%. Considerando a receita
nominal, em junho o comércio varejista registrou aumento de 14% na
comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,5% frente a maio. No
ano, a receita apresentou incremento de 14,7% e nos últimos 12 meses de
12%.
Renda eleva vendas de outros grupos
A renda também foi motivo para que outros segmentos registrassem
aumento nas vendas em junho: Outros artigos de uso pessoal e doméstico
registrou aumento de 9,4% frente a junho de 2009 e alta de 5,2% na
comparação com maio.
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou
aumento das vendas em apenas uma análise, de 10,3% na comparação com
junho de 2009. Na mensal, evidenciou-se queda de 0,9%.
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação foi
o grupo que registrou o maior aumento das vendas do comércio varejista
na análise com maio, de 5,4%. Frente a junho do ano passado, houve
variação de 23,2%. O grupo CombustÃveis e lubrificantes registrou alta
de 5,6% nas vendas na comparação com junho de 2009 e queda de 1,2%
frente a maio.
Tecidos, vestuário e calçados registrou aumento das vendas na análise
anual de 4,3%. Frente a maio porém, o aumento foi de apenas 1%. Já o
grupo Livros, jornais, revistas e papelaria registrou queda de 2,3% na
comparação com maio e de 4,7% frente a junho do ano passado.
Comércio Ampliado
O indicador do comércio varejista ampliado - que inclui os segmentos de
Material de Construção e o de VeÃculos, Motos, Partes e Peças -
registrou alta de 3,4% no volume de vendas e de 6,9% na receita nominal
em junho, frente ao mesmo perÃodo de 2009.
No caso do segmento de VeÃculos e motos, partes e peças, as vendas
desse segmento cairam 9,5%. Entretanto, na comparação com maio houve
queda, de 0,6%, sobretudo devido ao término da redução do IPI, em março.
Já o grupo Material de Construção foi o que contribuiu mais para o
aumento do segmento na comparação anual, uma vez que registrou alta de
12,2%. Frente a maio, porém, houve baixa de 3,1%. Segundo o IBGE, o
crescimento anual pode ser explicado pelo cenário favorável da
economia, somado às medidas oficiais de incentivo à construção civil.
Análise regional
Na análise regional, a pesquisa do IBGE mostra que somente o PiauÃ
apresentou variação negativa no volume de vendas em junho, frente ao
mesmo mês do ano anterior.
Os destaques ficaram com: Tocantins (51,1%), Rondônia (36,2%), Acre
(26,4%), Roraima (23,8%), Mato Grosso do Sul (19,5%) e ParaÃba (18,4%).
Considerando os estados que mais contribuÃram na composição da taxa
global do comércio varejista, os destaques ficaram com Minas Gerais
(12,5%), São Paulo (11,7%), Rio de Janeiro (11%), Santa Catarina
(10,6%), Paraná (10,3%) e Rio Grande do Sul (8,1%).
Fonte: InfoMoney