23/04/2010 - 08h22
Total de cheques devolvidos no primeiro trimestre cai ao menor nÃvel desde 2005
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Após registrar em fevereiro o menor nÃvel desde 1997, a inadimplência com cheques alcançou, nos primeiros três meses do ano, o menor patamar desde 2005. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundo, a inadimplência no acumulado de janeiro a março ficou em 1,95%, contra os 1,74% registrados no mesmo perÃodo de 2005.
Por outro lado, o indicador divulgado nesta sexta-feira (23) mostra que, em março, a inadimplência subiu, na comparação com fevereiro, e ficou em 2,04% ante os 1,85% do segundo mês do ano. Frente ao mesmo mês do ano passado, no entanto, a devolução de cheques foi menor, uma vez que a taxa de inadimplência daquele mês ficou em 2,46%.
Contas de inÃcio de ano elevou taxa mensal
De acordo com os analistas da Serasa, o aumento verificado na análise mensal se deu por conta do pagamento das contas de inÃcio de ano, como o da última parcela do IPVA ( Imposto sobre Propriedade de VeÃculos Automotores), das despesas escolares e das férias, compras e viagens realizadas no fim de 2009.
O número maior de dias úteis também contribuiu para o incremento do número de cheques devolvidos por falta de fundos. Março teve 23 dias úteis, contra 18 de fevereiro.
Números
Ao todo, 5,4 milhões de cheques foram devolvidos nos primeiros três meses do ano passado e 281 milhões foram compensados. Já em março, o número de cheques devolvidos alcançou as 2,119 milhões de folhas, contra 103,789 milhões que foram compensadas no perÃodo.
Na comparação com março de 2009, tanto o número de cheques emitidos como o de devolvidos foi menor. Naquele mês, 112,123 milhões de cheques foram compensados e, 2,755 milhões, devolvidos.
Frente a fevereiro deste ano, também houve queda, já que no segundo mês de 2010, 1,607 milhão de cheques foram devolvidos e, 86,692 milhões, compensados.
Projeção
De acordo com os analistas, o crescimento econômico deve fazer com que as taxas de inadimplência com cheque caiam, nas análises frente a 2009. Porém, no segundo semestre deste ano, os técnicos acreditam em aumento da inadimplência, gerado pelo maior endividamento da população.
Fonte: InfoMoneyÂ