13/01/2010 - 08h34
Inadimplência das empresas deve cair no 1º semestre, diz Serasa
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A perspectiva da inadimplência das empresas recuou 7,6% em novembro de 2009 atingindo o patamar de 102,1, registrando a sétima queda mensal consecutiva, segundo a Serasa Experian.
"Este resultado revela que a inadimplência das empresas, a qual havia subido significativamente a partir da eclosão da crise financeira internacional no último trimestre de 2008, e que já começa a esboçar sinais de declÃnio, prosseguirá em queda ao longo de todo o primeiro semestre de 2010", informa a entidade.
De acordo com a Serasa, vários fatores sustentação o declÃnio da inadimplência:
- o ritmo mais acelerado do crescimento da economia brasileira, favorecendo a geração de caixa das empresas;
- a atuação dos bancos oficiais no restabelecimento da oferta do crédito corporativo, seja para capital de giro quanto para investimento;
- a retomada das emissões de ações no mercado acionário e das captações no exterior, melhorando as condições e o leque de opções dos financiamentos empresariais;
- a lenta, mas consistente, recuperação da economia mundial e dos preços das commodities, favorecendo importantes segmentos do setor exportador da economia brasileira.
A entidade reforçou ainda que a redução da inadimplência das empresas não deverá ser significativamente afetada por eventual ciclo de aperto monetário.
Consumidor
No caso do consumidor, a perspectiva medida pela Serasa cresceu 0,8% em novembro de 2009, a terceira alta mensal consecutiva, atingindo o valor de 99,4. "Este resultado atesta que a fase cÃclica atual da inadimplência do consumidor (declÃnio), não seguirá nesta trajetória indefinidamente. Ou seja, deve ser interrompida por volta da metade deste ano de 2010".
Segundo a entidade, o resultado tem como base, além do esgotamento dos efeitos da recuperação cÃclica do nÃvel de emprego sobre a inadimplência do consumidor, o fato de que o rápido crescimento do endividamento das famÃlias, observado durante o segundo semestre de 2009, não ter sido acompanhado por elevação, em ritmo semelhante, da massa de rendimentos.
Fonte: Folha Online