15/12/2009 - 10h38
Gerente brasileiro tem o maior poder aquisitivo no BRIC
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O poder aquisitivo de gerentes brasileiros cresceu em 2009, mesmo com crise. Os dados são do novo relatório global de consultoria Hay Group, que aponta o Brasil como 16º no ranking de poder de compra - melhora de sete posições na comparação com o ano passado quando era o 23º. Os demais países do BRIC estão abaixo na lista: a Rússia ocupa a 20ª posição, China, a 41ª, e a Índia está a última colocação da tabela.
"Os gerentes no Brasil saem na frente devido à estabilidade da moeda", diz Carlos Siqueira, diretor da prática de remuneração do Hay Group para América do Sul.
O relatório também conclui que onde há escassez de talentos na alta administração, as leis da oferta e da procura têm superado o impacto da crise sobre salários de gerentes seniores, levando a uma maior diferença salarial entre os países. Em termos de poder aquisitivo desses profissionais, seis nações ricas em petróleo do Oriente Médio, liderados pelo Catar, Kuwait e Emirados Árabes, dominam o ranking. Livres de impostos, esses países têm níveis muito mais elevados de poder de compra do que o Reino Unido ou os Estados Unidos.
Esta disparidade é ainda maior devido aos efeitos adversos da desaceleração econômica nas economias avançadas, juntamente com os encargos mais pesados e custo de vida mais elevado. Uma combinação de fatores coloca os Estados Unidos nessa posição (30º colocado), incluindo a economia estagnada, a estrutura fiscal relativamente baixa e o custo de vida moderado.
Países da América Latina, como Chile, Panamá e Costa Rica, ocupam posições de destaque na tabela. "Isso é impulsionado por uma demanda significativa por talentos de nível gerencial, o que resulta em remuneração mais agressiva", explica Siqueira. Organizações nessas regiões procuram gerentes seniores nas grandes economias da região, como México e Colômbia, que são reconhecidos pela qualidade em capacitação, proporcionando uma melhor formação e experiências de desenvolvimento para gestores, já que possuem empresas de maior porte.
Fonte: Canal Executivo