06/10/2009 - 09h39
Pequenas empresas terão boas oportunidades com Copa, OlimpÃadas e pré-sal
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Nos próximos anos, as pequenas e micro empresas terão boas oportunidades de negócio com a Copa do Mundo, os Jogos OlÃmpicos e ParaolÃmpicos e a exploração do petróleo na camada pré-sal.
Contudo, segundo alerta do gerente de PolÃticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, para terem melhor aproveitamento das chances que surgirem, elas precisarão estar regularizadas.
"Existe a meta de regularizar um milhão de empreendimentos individuais no Brasil. Se essas pessoas se regularizam, passam a ficar visÃveis. Assim, os governos e as entidades que estão por aà para dar apoio podem enxergá-los", diz Quick, segundo a Agência Brasil.
O governo e as micros e pequenas empresas
De acordo com a secretária adjunta da Secretaria Nacional de LogÃstica e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Loreni Foresti, com a aplicação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa as compras governamentais de pequenos e micro empresários vêm aumentando consideravelmente, passando de 8% das compras em 2007 para 44% este ano.
Entre os motivos para a alta está, além da Lei Complementar 123/06, a adoção do pregão eletrônico, possibilitando que o empresário venda ao governo, de qualquer lugar do paÃs.
"Aqueles pequenos empresários que anteriormente tinham que se deslocar para participar das licitações não precisam mais sair de seus locais. Com isso, aumentou a quantidade de fornecedores das diversas regiões", disse ela, conforme publicado pela Agência Brasil.
Loreni, contudo, acredita que as pequenas empresas podem fornecer mais ao governo e às estatais se formarem consórcios para oferecerem produtos em grande escala e a preços competitivos.
Regulamentação
Já para o gerente do Sebrae, um empecilho para o aumento dos negócios entre as micro e pequenas empresas e o governo é a falta de regulamentação da Lei 123/06, que, segundo ele, embora tenha entrado em vigor, apenas o governo federal e 13 estados regulamentaram o inciso 5º, que estabelece a exclusividade em compras de até R$ 80 mil e preferência em caso de empate com uma empresa maior.
"É importante que os empresários pressionem, por meio de suas associações, para que esses governos priorizem a regulamentação da Lei".
Fonte: InfoMoney