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05/10/2009 - 09h45

Revista Exame PME traz ranking das 200 pequenas e médias empresas que mais cresceram

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O quarto estudo anual EXAME PME/Deloitte sobre as pequenas e médias empresas que mais crescem - que, agora, passa a contar com um ranking de 200 companhias, o dobro das edições anteriores - mostrou que é hora da lição de casa.

Aspectos fundamentais da administração, como aumentar as margens e melhorar o fluxo de caixa, são preocupações muito atuais nos pequenos e médios negócios que se expandiram muito depressa nos últimos anos. A pesquisa revela que a maioria dos empreendedores com as maiores taxas de crescimento levou as questões mais fundamentais do dia a dia da gestão para o alto da lista de preocupações.

Para 84% dessas empresas, encontrar formas de cortar custos sem comprometer a qualidade de seus produtos ou serviços é a prioridade número 1. E, em mais de dois terços delas, as estratégias de crescimento para os próximos anos têm de estar condicionadas à reorganização do negócio. Para muitos dos empreendedores aqui retratados, esta é a primeira grande ressaca enfrentada após um período longo de crescimento. "É claramente o momento de uma transição importantíssima", diz José Paulo Rocha, sócio da Deloitte, responsável pelo levantamento.

Aquilo que se costuma chamar de básico em gestão - boas práticas de fluxo de caixa, controle de custos e eficiência operacional - não tem quase nada de simples. Na prática, o dia a dia da administração esconde mecanismos que podem se revelar tão complicados e cheios de detalhes que nenhum empreendedor teria condições de, sozinho, ter certeza de que está levando em conta todas as variáveis envolvidas em determinada decisão.

Frequentemente, não se sabe, com absoluta segurança, nem se a calculadora usada para medir indicadores que definem o destino dos recursos do empreendimento está corretamente calibrada. Um episódio recente na rede social de EXAME PME na internet mostra isso. Uma conversa que começou como um bate-papo curioso (o que fazer com o pãozinho amanhecido numa padaria hipotética) transformou-se rapidamente numa acalorada discussão sobre se o padeiro deveria encarar determinadas sobras diárias como um custo a ser compensado em várias áreas da operação. Não se chegou a uma solução realmente boa para o problema - em parte porque na discussão consultores em finanças empresariais e muitos empreendedores acostumados a lidar com esse tipo de questão divergiam sobre a medição do pão dormido. É um custo fixo, variável, um misto das duas coisas?

Para tornar sua empresa mais eficiente, um pequeno ou médio empresário não pode, portanto, se deixar levar longe demais por esse tipo de coisa - sob o risco de o esforço para ser eficiente tornar-se, veja só, muito ineficiente. É preciso eleger prioridades.

Os especialistas dizem que praticamente todos os itens da lição de casa se encaixam, de alguma forma, numa destas grandes tarefas: 1) administrar o caixa para não ficar com as finanças estranguladas; 2) reduzir custos para combater o perigo de ficar com as margens apertadas demais; 3) monitorar a rentabilidade de cada área do negócio para agir ao primeiro sinal de perdas; e 4) definir um foco de atuação para que os recursos da empresa sejam mesmo aplicados em atividades capazes de proporcionar bons retornos.

A aplicação simultânea desses preceitos contribui para a formação de um ciclo virtuoso capaz de levá-la a uma situação bem mais competitiva.

Fonte: Exame PME

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