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25/09/2009 - 09h15

Comércio eletrônico é oportunidade para micro e pequenas empresas

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A estudante Florence Fleck, 14 anos, é exemplo para muitos empreendedores, principalmente para aqueles que ainda não despertaram para as oportunidades de negócios pela internet. Desde os 12 anos de idade, a menina fatura um `dinheirinho` com os colegas de aula intermediando compras via web.

Segundo o consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), Adilson Flausino, mais de 85% do comércio via internet é dominado por pouco mais de 20 grandes empresas e organizações.

"As micro e pequenas empresas precisam ocupar o grande mercado que é oferecido pela internet", recomenda Flausino. O consultor, assim como a adolescente Florence Fleck, foi palestrante do `Ciclo de Seminários - Comércio Eletrônico para Micro e Pequenas Empresas`, evento realizado no dia 24 de setembro, na sede do Sebrae no Amazonas, pela Camara-e.net em parceria com o Sistema Correios e Governo Federal.

Ainda de acordo com Flausino, existem, hoje, mais de 60 mil lojas virtuais (com página na internet) no Brasil e cerca de 10 mil páginas semelhantes a shopping center. "As micro e pequenas empresas precisam ter ousadia para conquistar novos clientes e estes novos clientes podem estar em qualquer lugar e podem comprar a qualquer hora, se pensarmos no poder extraordinário da internet", completa.

Ousadia é o que não falta para Florence Fleck. Por 20 minutos, ela contou sua experiência com o comércio eletrônico ao participantes do Seminário. Segundo relata, aos 12 anos de idade, ela aprendeu a fazer compras pela internet e costumava ir para a escola com algum objeto eletrônico novo, diferente.

O estilo despertou a curiosidade dos amigos que começaram encomendar os mesmos produtos. "Fazia a compra para eles e cobrava uma pequena comissão, porque usava o cartão de crédito da minha mãe. Rapidamente consegui muitos clientes", conta. A mãe da empreendedora, Sônia Fleck, disse que no início tinha receio em entregar o cartão de crédito para a filha fazer compras para os amigos, mas logo a menina demonstrou responsabilidade.

"No início, achei estranho minha filha fazer esse tipo de negócio, mas depois vi que ela estava decidida e passei a ajudar, além disso esse `trabalho` que ela tem nunca atrapalhou os estudos", garante Sônia Fleck. A menina revelou à plateia que já planeja abrir um site especializado na venda de produtos eletrônicos. "A menina Florence Fleck é um exemplo de ousadia e de visão de futuro. Ela pensa como gente grande. O mercado eletrônico é dos mais promissores da atualidade", elogiou Adilson Flausino.

Segundo a Camara-e.net, o comércio eletrônico este ano deve crescer entre 20% e 25% em comparação com 2008. Serão vendidos R$ 10 bilhões em bens de consumo pela internet, excluindo leilões virtuais, carros e passagens aéreas.

Como entrar no e-commerce

Adilson Flausino disse que não é preciso alto investimento para participar do comércio eletrônico. Segundo ele, após a instalação dos equipamentos e pontos de internet, a manutenção com o serviço de oferecer produtos e serviços via internet é custa cerca de R$ 200 ao mês.

Conforme orientou, a primeira coisa a fazer é buscar mão-de-obra especializada para a implantação do serviço. Em seguida, é necessário firmar parceria com os Correios, que serão responsáveis pela entrega, no caso de produtos. Depois, é preciso contatar as operadoras de cartão de crédito.

"Só consideramos mercado eletrônico aquele em que a compra é efetuada. Os sites que funcionam como `catálogos` de produtos não podem ser considerá-los comércio eletrônico efetivo", ensina.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
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