14/08/2009 - 09h26
Pequenas empresas fogem do empréstimo bancário formal
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Mesmo com o aumento da oferta de crédito no mercado nos últimos cinco anos, 59% dos donos de micro e pequenas empresas paulistas (MPEs) não recorreriam a empréstimos bancários. As principais formas de financiamento utilizadas pelas MPEs são a negociação de prazos com fornecedores (68%), o cheque especial/cartão de crédito (51%) e o cheque pré-datado (47%).
Reduzir as taxas de juros de mercado e a burocracia estão entre as principais medidas demandadas pelas MPEs para facilitar a tomada de empréstimos bancários. Estes são os principais resultados da pesquisa "O financiamento das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas", que foi realizada pelo Sebrae-SP entre os dias 16 de março e 15 de maio deste ano, com 300 empresas no estado de São Paulo.
Entre os empresários que recorreram a empréstimo, somente 11% tiveram o pedido negado. A maior parte dos pedidos negados foi no setor industrial com 33%, seguido pelo comércio (18%) e serviços (17%). Falta de documentos e registro nos sistemas do Cadin (Cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal) e do Serasa estão entre os principais motivos apontados pelas instituições bancárias para não conceder o empréstimo com 20% e 18%, respectivamente.
Balanço dos últimos cinco anos aponta que 37% dos empresários recorreram a financiamento em nome da empresa. Em 2005, por exemplo, apenas 6% dos donos de MPEs paulistas tinham empréstimos bancários contraÃdos em banco por meio da pessoa jurÃdica. No ano passado, essa porcentagem passou para 20%. Nos últimos anos tem aumentado a proporção de MPEs com empréstimos em bancos.
Por outro lado, 17% dos empresários tentaram pedir empréstimo em seu nome (pessoa fÃsica) para usar na empresa. No comércio, este tipo de recurso foi mais usado. De cada 10 empresários do setor comercial, dois pediram empréstimo em seu nome e não na pessoa jurÃdica.
Fonte: Canal Executivo (UOL Economia)