20/07/2009 - 09h11
Corporações erram ao priorizar reduções de custos com tecnologia
A+
A-
Altera o tamanho da letra
Tom Jowitt, Techworld/EUA
Uma análise realizada pela consultoria inglesa Butler Group, especializada em TI, mostra que muitas empresas erram ao, por conta da redução de receitas, criar estratégias para cortar investimentos em tecnologia quando deveriam estar preocupadas em aproveitar melhor os recursos que já possuem e são subutilizados.
Segundo a analista-sênior e autora do levantamento Angela Eager, a tendência das organizações de eliminar certas despesas em perÃodos crÃticos muitas vezes é equivocada e contraproducente, já que não leva em consideração as expectativas de longo prazo e as demandas recorrentes da futura retomada da economia.
Toda empresa deve atuar, sempre, para atingir o mais alto nÃvel de eficiência – com baixos custos e altos lucros – mas, para tanto, Angela defende que as companhias utilizem as economias de uma área para investir em projetos estratégicos de outro segmento. "Ambos os departamentos fazem parte da mesma estrutura e precisam trabalhar juntos para melhorar o resultado global", diz ela.
A especialista explica ainda que tempos difÃceis contemplam mudanças e, por isso, os lÃderes de negócio devem estar preparados para olhar as mesmas coisas com visões diferentes. “No caso da TI, especificamente, em vez de passar horas pensando em como diminuir gastos, os gestores deveriam elaborar estratégias para otimizar a utilização de ferramentas como ERP (gestão de negócios, do inglês) e CRM (gestão de relacionamento com clientes, do inglês)”, afirma a analista.
Nesse contexto, ela defende que os CIOs discutam com o alto comando da organização e tentem explicar como tais soluções podem ser importantes para a geração de novas fontes de receita. De acordo com Angela, é preciso avaliar a utilização de todos os recursos disponÃveis, principalmente de software. “Só assim esses investimentos já realizados poderão se tornar, efetivamente, soluções de aprimoramento da inteligência de negócios”, diz ela.
Fonte: CIO