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07/01/2009 - 16h15

Deflação será tema-chave para análise de investimentos em 2009

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Por Vitor Silveira Lima Oliveira

Entre os temas mais importantes para investimentos em 2009, as tendências de deflação nos Estados Unidos terão papel-chave, de acordo com a avaliação de analistas do banco francês Société Générale, que expressam confiança nas ações do governo para evitar o contágio das expectativas de consumidores.

Palavra pouco usual no noticiário econômico, a deflação deverá dar o tom de muitas das medidas de política fiscal e monetária nos Estados Unidos. Interpretando a ata da última reunião do Fed, divulgada na terça-feira (6), a equipe do Société Générale afirmou que a expectativa majoritária entre os membros do Fed é que a inflação modere-se até atingir a estabilidade de preços.

Situação extrema
Os temores relativos à deflação não são novos. Teme-se que a queda acentuada nos preços sinaliza que a economia entrou em um círculo vicioso, em que a queda na demanda leva a redução de preços, cortes de custos e demissões, que por sua vez mantenham a demanda em queda.

Uma situação extrema em meio ao ciclo econômico negativo; pouco provável, mas ainda assim assustadora, caso sejam levados em consideração os momentos passados durante a Grande Depressão da década de 1930. Não por menos, a queda de 1,7% dos preços ao consumidor registrada em novembro é vista com cautela.

De todo modo, o Fed prevê que o núcleo da inflação permaneça entre 1,5% e 2% ao longo de 2009, já levando em consideração a redução do crescimento econômico, o aumento do desemprego, além dos menores preços de produtos importados e expectativas de inflação mais baixas.

Combate à deflação
Embora alguns poucos diretores do Federal Reserve tenham manifestado preocupação com uma exagerada queda nos preços, os analistas do banco francês confiam nas ações das autoridades norte-americanas para evitá-la.

Partindo da idéia de que os níveis de preços estão diretamente relacionados à quantidade de moeda disponível no mercado, o Fed tem buscado injetar recursos significativos no sistema financeiro, além de criar programas de apoio a hipotecas e crédito pessoal.

Em função da falta de confiança e da necessidade de capital de bancos, estes recursos não tem sido retransmitidos para o mercado, tornando pouco eficientes os esforços.

Os analistas do Société Générale chamam a atenção para o risco de uma rápida retomada da inflação, tão logo as instituições financeiras voltarem a conceder crédito. Dadas as características das medidas fiscais e monetárias, voltadas para consumidores de baixa renda e classe média, "quando o estímulo finalmente alcançar a economia real, é menos provável que infle outra bolha de ativos, sendo mais provável a inflação dos níveis de preços", afirmam.

Embora admitam que o tema será de grande importância para investidores, a equipe de análise econômica não acredita no pior. "Juntos, estes esforços oferecem uma chance muito boa de estimular a economia antes que a dinâmica deflacionária ganhe força e torne-se presente nas expectativas dos consumidores", conclui.

Fonte: Site InfoMoney.

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