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Por Karin Sato
No ano passado, 31,7% das microempresas eram exportadoras contÃnuas, pois exportaram em todos os anos, desde quando realizaram a primeira venda no exterior. O número, que corresponde a 1.769 empresas, é positivo, mas ainda é alto o percentual de micros que exportam descontinuadamente: 38,9%.
Em 2007, 31,7% das microempresas eram exportadoras contÃnuas (1.769 firmas), pois exportaram em todos os anos desde que realizaram a primeira venda no exterior. As estreantes, por sua vez, somam 29,3%.
Isso mostra que, entre as microempresas, a atuação no mercado externo ainda não é vista como foco estratégico. Provavelmente, elas somente exportam quando o mercado interno não absorve sua produção ou se o PaÃs passa por problemas econômicos. Mas a exportação pode render bons lucros sempre, daà a importância de enxergá-la como estratégia permanente da empresa.
Pequenos negócios
Já os pequenos negócios têm exportado mais continuamente, com 49,9% do total de empresas exportadoras (3.699 firmas) desse porte em 2007, ante as participações das descontÃnuas, de 38,6% e 11,5% das estreantes.
O desempenho das MPEs que atuam no mercado externo, ao longo de uma década, constam no estudo "As Micro e Pequenas Empresas na Exportação Brasileira - Brasil e Estados - 1998/2007", encomendado pelo Sebrae à Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior). As informações são da Agência Sebrae.
Valores
As exportadoras contÃnuas responderam por 44% (US$ 70,1 milhões) do valor total das microempresas em 2007, contra 36% de participação das descontÃnuas e 20% das estreantes.
Por sua vez, entre as pequenas empresas, a participação das contÃnuas é mais significativa, respondendo por 63,3% do total exportado (US$ 1,245 bilhões), ao passo que as descontÃnuas e as estreantes responderam por 29,6% e 7,2% do total no mesmo ano, respectivamente.
Despacho simplificado
Outra informação importante que o estudo traz diz respeito ao uso do DSE (Despacho Simplificado de Exportações) por micro e pequenas empresas, uma ferramenta disponÃvel desde 1999 nas agências de Correio. O limite de operação para a utilização do DSE era de US$ 10 mil em 2005, elevando-se para US$ 20 mil em 2006 e para US$ 50 mil em 2007.
Segundo o estudo, registrou-se um pequeno recuo no número total de empresas que utilizam o DSE (-3,4%), sendo que a queda foi mais expressiva entre as microempresas (-6,7%) e mais modesta entre as pequenas empresas (-1,3%).
Já o valor exportado ficou praticamente estável em relação ao ano anterior (US$ 50,6 milhões). No mesmo perÃodo, essas operações foram responsáveis por cerca de 10% do valor total exportado pelas microempresas e por 1,3%, no caso das pequenas empresas.
Fonte: Site InfoMoney.
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