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Por Karin Sato
São Paulo é a nona cidade considerada mais atraente do mundo, para sediar empresas que operam globalmente, de acordo com pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers, sob encomenda da agência de investimento estrangeiro direto "Think London".
Londres, Xangai e Nova York são as três primeiras classificadas, nesta ordem. O principal aspecto considerado pelos executivos entrevistados, ao avaliar a atratividade das cidades, é o acesso ao mercado, medido pela proximidade com grandes mercados consumidores ou com elevado potencial de crescimento.
Outras características valorizadas pelos empresários é a disponibilidade de serviços profissionais, o custo regulatório razoável, a postura profissional capaz de sustentar o desenvolvimento dos negócios, a interação multicultural e a inovação.
As dez primeiras
A pesquisa ouviu, no primeiro semestre deste ano, 200 executivos de alto escalão de empresas em processo de expansão internacional, nos Estados Unidos, na União Européia, no Japão e no grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
Os executivos deviam atribuir uma nota ao nível de atratividade para os negócios de Londres e de outras 20 cidades compatíveis à capital do Reino Unido. As dez primeiras classificadas foram:
Londres
Xangai
Nova York
Cingapura
Hong Kong
Dubai
Paris
Mumbai
São Paulo
São Francisco
Executivos em diferentes regiões e setores têm preferências distintas. Por exemplo, os dos países emergentes são favoráveis aos centros de negócios de suas próprias regiões. Os norte-americanos demonstram clara opção por Nova York. Já os europeus e aqueles que atuam nos setores financeiros e de serviços são unânimes em apontar a capital britânica. No contexto geral, entretanto, a escolha é Londres.
Londres e Nova Iorque
A pesquisa deixou claro também que Londres e, em um nível menor, Nova York, desfrutam dos benefícios de uma marca premium em relação às demais concorrentes.
"Este estudo inédito mostra que cidades como Londres e Nova York possuem uma posição comparável aos produtos de marcas líderes de mercado. Isto confere a elas uma vantagem competitiva sobre outros centros financeiros na atração de investimento estrangeiro direto, assim como a qualificação da mão-de-obra e o expertise em negócios", diz o sócio da PricewaterhouseCoopers Brasil, Paulo Miron.
"Grandes centros de negócios em mercados emergentes estão, no entanto, se posicionando, especialmente no que diz respeito à agilidade de acesso ao mercado e à centralização de negócios na região".
Qualificação
A qualificação dos profissionais é considerada um dos aspectos mais importantes para definir a localização de um negócio, ao contrário dos custos com empregados, cuja preocupação parece se deslocar cada vez mais para o fim da lista. Já se foi o tempo em que o mais procurado era mão-de-obra barata.
Isso sugere que é preciso mais do que se supõe para que uma cidade com baixos custos de mão-de-obra, como Mumbai, galgue posições na cadeia de valor de serviços profissionais e possa competir com centros tradicionais como Londres.
Os resultados indicam que, para uma cidade se tornar atraente para o investimento estrangeiro direto, ela precisa estar localizada em um país de economia sólida e ter uma grande oferta de habitantes qualificados, para atuar nessas empresas ou até prestar consultoria de negócios a elas.
"Os custos devem ser proporcionais à qualidade ofertada e todo o resto é considerado bônus", disse o sócio da PricewaterhouseCoopers, Yael Selfin, que liderou o projeto da pesquisa.
Fonte: Site InfoMoney.
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