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24/11/2008 - 07h55

Empreendedorismo das MPEs é visto como saída para crise em todo o mundo

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Por Karin Sato

Os próximos anos serão decisivos para a cultura do empreendedorismo no mundo, frente à crise econômica.
Segundo relatório realizado este ano pela Comissão das Comunidades Européias, as pequenas empresas, responsáveis por 70% do emprego total e a maior parte da criação líquida de postos de trabalho na Europa, serão fundamentais para a estabilização econômica. Mais ágeis para mudanças e desafios, elas devem sentir um pouco menos o impacto da crise econômica.

De acordo com a Agência Sebrae, o que pode ser observado é que, a cada ano, a onda de empreendedorismo cresce um pouco mais e torna-se forte. Em 2004, a Inglaterra começou o maior movimento mundial nesse setor: a Semana Global de Empreendedorismo. Em 2007, os Estados Unidos entraram no movimento.

Este ano, já integram o evento 58 países, sendo que o Brasil participa pela primeira vez. A expectativa é mobilizar mais de 500 mil pessoas em atividades que envolvem os conceitos do empreendedorismo.

Situação no Brasil
Apesar de ser o sétimo País mais empreendedor, segundo pesquisa GEM/Sebrae, o Brasil vem timidamente aplicando políticas de incentivo aos pequenos negócios. "O País precisa disseminar conhecimento empresarial na velocidade do celular. Atingir os rincões", acredita o gerente nacional de Atendimento do Sebrae, Enio Pinto.

Para ele, os desafios para os próximos anos serão fundamentais para elevar o País a um outro patamar de desenvolvimento. O primeiro é fazer com que o ensino do empreendedorismo ganhe de vez as instituições de ensino. "Precisamos ter o empreendedorismo como disciplina obrigatória nas escolas públicas e privadas".

Para se ter uma idéia, em Harvard, 70% dos alunos do MBA escolhem o empreendedorismo como matéria optativa. Um terço deles não pensa em abrir uma empresa, mas fazem esta opção para aumentar sua empregabilidade.

"As empresas não vão mais dizer o que precisa ser feito. Querem que seus funcionários descubram sozinhos e ajam com autonomia e iniciativa empreendedora", diz um dos "papas" do conceito de empreendedorismo, Louis Jacques Filion.

Ministério da MPE
Outro desafio, segundo o especialista do Sebrae, é criar um só "maestro" que integre as várias entidades que atualmente desenvolvem ações de estímulo ao fortalecimento dos pequenos negócios. "Talvez seja necessária a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa, que já existe em outros países. Precisamos de uma maior sinergia entre todos os projetos existentes", diz Pinto.

Muitos países desenvolvidos dão muita importância ao empreendedorismo. A Holanda, por exemplo, possui uma legislação de falências, para facilitar a recuperação de empresas em dificuldade. Na Suécia, existe um programa que oferece a jovens de 16 a 20 anos a oportunidade de abrir um negócio próprio, com o apoio de escolas e da comunidade empresarial. Já a França permite que os trabalhadores possam tirar um ano de licença não remunerada para abrir um negócio próprio.

No Brasil, todos os anos, são abertas cerca de 500 mil empresas. Mais de 20% delas fecham as portas ao completar dois anos de vida. A média mundial é de 15%, segundo o gerente do Sebrae.

Fonte: InfoMoney.
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