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O índice de pirataria de software no Brasil ainda supera os 50% dos softwares vendidos e caiu apenas um ponto percentual em 2007 contra 2006, mas é o menor entre os vizinhos da América Latina e também dentro do bloco conhecido por BRIC (formado por Brasil, Rússia, Índia e China).
Em 2007, segundo dados apresentados nesta sexta-feira (14/11) pela Business Software Alliance (BSA), 59% dos softwares comercializados no Brasil foram copiados ilegalmente, índice que era de 60% no ano anterior.
As perdas em receita para a indústria de software, entretanto, diante do crescimento anual desse mercado, foram maiores: 1,617 bilhão de dólares, ante as perdas de 1,148 bilhão no ano anterior.
A queda na porcentagem pode parecer pequena, mas, na avaliação de Robert Holleyman, presidente mundial da BSA "mostra uma tendência" de redução. Além disso, destacou, "o Brasil está abaixo da média da América Latina, que foi de 65%, e do BRIC, que foi de 75%."
Para ele, "na medida em que o mundo se volta para as nações do BRIC, o Brasil estar à frente é uma grande oportunidade", afirmou Holleyman, em encontro com a imprensa.
Segundo ele, o governo brasileiro tem sido bastante pró-ativo no combate à pirataria e reconhece a importância da proteção aos direitos autorais.
Os membros da BSA estiveram reunidos com o governo brasileiro na quinta-feira (13/11). Para Frank Caramurú, diretor-geral da BSA no Brasil, o governo está bastante consciente, mas "o que falta é a conscientização" das pessoas para que o índice brasileiro caia ainda mais.
"As pessoas relutam a entender que quando usam um software pirata estão impedindo a economia do país de crescer ou de gerar mais empregos", afirmou.
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