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14/11/2008 - 07h15

Apenas 14% das PMEs exportadoras têm página na internet

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Por Karin Sato

Um terço das pequenas e médias empresas exportadoras da América Latina já utilizam a Internet, mas não por meio do computador. Por exemplo, elas utilizam o aparelho celular.

Isso mostra que os empreendedores já reconhecem que a internet impactou positivamente na produtividade de seus negócios, assim como na redução de gastos. No entanto, ainda pode ser observada certa descrença em se utilizar a rede como ferramenta para captação de clientes, principalmente no Brasil.

Prova disso é que 75% das empresas latino-americanas entrevistadas possuem uma página na internet. Embora a maioria apenas ofereça informações básicas, sem a possibilidade de receber pedidos ou processar pagamentos on-line, a verdade é que, no Brasil, o percentual de empresas com site próprio decresce para 14%.

Os resultados constam do estudo "Internet e as novas tecnologias como ferramentas para as PMEs exportadoras", realizado pela RGX (Red Global de Exportación) em parceria com a DHL Express e a SAP. Ela aborda os hábitos tecnológicos de exportação das PMEs na América Latina e está organizada em dois tópicos: as melhores práticas que já são utilizadas em matéria de tecnologia e internet e as oportunidades de aperfeiçoamento que se observam nesse quesito.

Mais resultados
Nada menos que seis em cada dez PMEs consideram que a internet substituiu de maneira considerável outros meios de comunicação e cada vez mais se consolida pelo uso de ferramentas de comunicação on-line.

Em contrapartida, podem ser considerados moderados os esforços das PMEs em utilizar websites e a própria internet como ferramenta de divulgação e marketing internacional para ajudar no processo de exportação. O estudo revela que elas poderiam aproveitar, de forma mais intensiva, a internet e suas possíveis aplicações. Ainda mais quando a maioria percebe um impacto positivo no que se refere à produtividade e à redução de custos e despesas.

Um dado interessante obtido na pesquisa é que o Brasil, junto com o México e a Venezuela, tem uma das maiores proporções de empresas que contam com base de dados de seus contatos. Cadastros desse tipo facilitam a fidelização de clientes.

A pesquisa foi realizada em 18 países da América Latina, por meio de entrevistas estruturadas realizadas com diretores e responsáveis pelo comércio exterior de pequenas e médias empresas de diferentes áreas de atuação.

Fonte: Site InfoMoney.
 

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