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29/10/2008 - 07h37

Empresas gastam mais para ficarem em conformidade com regulamentações

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Por Karin Sato

Ao longo do tempo, as regulamentações impostas às empresas são alvos constantes de adaptações e mudanças. E as empresas devem se desdobrar para cumprir as regras, que ainda variam de país para país.

De acordo com uma pesquisa global, patrocinada pela CA, empresa de softwares para gestão de Tecnologia da Informação, 45% das empresas registraram aumento no tempo e nos recursos monetários necessários para garantir a conformidade com os 13 principais grupos de regulamentações e padrões cada vez mais presentes no mundo.

América Latina
As empresas latino-americanas que foram obrigadas a entrar em conformidade citam como padrões normativos mais adotados Basiléia II (com 90%, é a norma global que rede a adequação de capital de bancos internacionais); a Lei Sarbanes-Oxley de 2002 (com 89%, também é conhecida como SOX, regulamentação norte-americana sobre a governança corporativa); e os guias australianos para o gerenciamento de riscos e a transação segura de informações do governo AS4360 e ACSI33 (88%).

Organizações da região relatam que o aumento nos custos se deve às mudanças de regras (49%) e à automação de TI (38%), adotada para racionalizar os esforços com a necessidade da conformidade. Para nada menos que 38% dos executivos latino-americanos, a conformidade tornou-se uma prioridade.

As empresas estão adotando "melhores práticas" no processo de conformidade para estarem à frente de seus concorrentes. Mas a tarefa é difícil para negócios de todos os tamanhos e de todas as indústrias, exigindo aporte de recursos monetários.

Mudanças nas regulamentações
Na América do Norte, 41% das empresas apontaram a introdução de novas regulamentações como uma razão para o aumento das despesas com conformidade. Na região Ásia-Pacífico, por sua vez, onde a J-SOX (padrões japoneses com objetivos similares aos da SOX) foi recentemente aprovada, esse percentual sobe para 55%. A Europa e as Américas Central e do Sul registraram 40% e 29%, respectivamente.

Mudanças nas regulamentações já existentes também foram apontadas como um fator impactante nos gastos, por 49% das empresas das Américas do Norte, Central e do Sul, e por 39% das empresas da região Ásia-Pacífico e por 34% das européias.

Automação no ambiente regulamentado
O estudo também mostrou que a maioria das empresas contava com processos manuais para atingir a conformidade. Mais de dois terços delas ainda mantinham as informações sobre os seus controles de conformidade de TI em diversas planilhas e, com freqüência, dentro de unidades organizacionais diferentes.

Por fim, mais de 75% dos participantes disseram que as operações, os testes, o monitoramento e o reporte dos controles de TI eram, na melhor das hipóteses, uma combinação entre processos manuais e automatizados.

"Essa pesquisa confirma o que, geralmente, escutamos dos clientes: que a conformidade continua sendo um grande desafio para eles, tanto em termos de custos diretos como no que diz respeito ao impacto nos processos de negócios; e o problema cresce com cada mudança ou criação de novas regulamentações", opina a vice-presidente da unidade de negócios Security Management da CA, Lina Liberti.

"A automação dos processos de conformidade e a centralização dos controles são os ingredientes-chave para se conquistar a eficiências nos processos de conformidade", completa Lina.

Fonte: Site InfoMoney.

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