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28/10/2008 - 08h35

Crise pode ser vantajosa para setor de higiene pessoal e cosméticos

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Por Karin Sato

Enquanto a poderosa indústria de cosméticos e higiene pessoal dos países desenvolvidos vive incertezas e sobressaltos, as empresas brasileiras podem estar diante de uma das maiores oportunidades para acessar mercados outrora sonhados, como o europeu e o norte-americano.

A afirmação foi feita pelo presidente da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), João Carlos Basílio, em entrevista à Agência Sebrae de Notícias.

Exportações pouco representativas
Hoje, o setor exporta muito pouco, nas palavras dele. "O Brasil movimenta o equivalente a US$ 25 bilhões no mercado interno de produtos de higiene pessoal e cosméticos e vai exportar, este ano, algo em torno de US$ 650 milhões. Pelo tamanho do setor, as exportações não são representativas", diz ele.

"Adquirimos matérias-primas cotadas em moeda estrangeira (dólar e euro), principalmente na área de cosméticos. Nosso consumo não comporta ainda indústria de insumos de cosméticos. Em linhas gerais, para nosso mercado, a valorização do real é mais benéfica do que a desvalorização do real".

Mas o prognóstico de Basílio para o futuro é otimista. Segundo ele, as exportações podem crescer. "Os consumidores do primeiro mundo vão precisar de bons produtos, com preços acessíveis. Os produtos brasileiros têm bom nível e são novidade. O Brasil está na moda e isso aumenta a possibilidade da nossa entrada nos países mais ricos".

Ele explica que a associação está monitorando as dificuldades das grandes empresas do setor em termos mundiais. "Cosméticas americanas e européias estão lidando com o mercado recessivo a partir deste ano. Essa situação, para nós, significa oportunidade. Vamos nos tornar mais fortes no mercado internacional".

Crise não afeta setor no Brasil
O presidente da Abihpec ressalta que as empresas não sentiram as conseqüências da crise financeira mundial, "apesar de ainda ser muito cedo para avaliar". Segundo ele, o motivo é que o setor não depende tanto do crédito para que o consumidor adquira os produtos, que são tratados como de primeira necessidade.

"Em época de crise, é bom estar com boa aparência, com postura de vencedor. Isso é importante na procura de emprego e na busca de nova colocação no mercado profissional. De alguma maneira, os consumidores poderão compensar uma perda momentânea no nosso setor", avalia.

Mesmo assim, seu conselho para os empresários é que analisem bem o mercado, fiquem atentos a todos os movimentos, verifiquem o que os concorrentes diretos estão fazendo e enxerguem oportunidade em nichos de mercado. "Busque oportunidades para lançar novos produtos. Alguém pode passar por dificuldade e você pode ocupar o lugar dele. Olhos abertos e muita atenção".

Fonte: Site InfoMoney.

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