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Por Karin Sato
Mais de dois terços das empresas de todos os portes (da micro à grande) incluem iniciativas de gestão por competências em seu planejamento. A conclusão é de um estudo conduzido pelo consultor em comportamento e desenvolvimento organizacional Paulo Lot Junior.
De uma amostra de 31 empresas da Região Metropolitana de Campinas - sendo 48% do setor, 42% de serviços e 10% do comércio - 68% apostam na gestão por competências, sendo que 35% as têm como ação prioritária e estratégica para o negócio. A pesquisa foi realizada entre os meses de março e setembro de 2008.
"O estudo possibilitou identificar e analisar as práticas e o atual estágio em que se encontram essas empresas, para ver se as mesmas estão caminhando para um posicionamento estratégico com relação à gestão de Pessoas", explica Lot.
Gestão por competências
O consultor afirma que, com o modelo de Gestão por Competências, as organizações conseguirão alcançar seus objetivos por meio do alinhamento entre missão, visão e valores, alinhando o perfil desejado pela empresa com o perfil real do colaborador.
Entre as práticas mais utilizadas, de acordo com a pesquisa, destacam-se a avaliação de colaboradores, a gestão de metas e a avaliação de desempenho. "Isso pode ser explicado em parte porque atingir metas e melhorar continuamente o desempenho são condições fundamentais para o progresso na empresa", diz ele.
Para ele, o grande desafio é buscar e preparar as pessoas que ajudarão a empresa a atingir os resultados, identificando as competências que vão garantir a manutenção do sucesso no presente e, principalmente, no futuro.
Lot também observa que as empresas estão posicionando as áreas responsáveis por Gestão de Pessoas em nÃveis cada vez mais estratégicos, por conta da competitividades crescente. "De forma geral, as responsabilidades estão divididas em nÃveis de gerência (32%) e de diretoria (23%) distribuÃdos nos diferentes setores e portes das organizações. Essa é mais uma evidência de que a área de Gestão de Pessoas está trilhando um posicionamento mais estratégico dentro das empresas".
Cenário para as empresas
De acordo com a diretora da área de planejamento organizacional da Ohl Braga Consultoria, Maria de Fátima Ohl Braga, a gestão por competências é essencial para a retenção de talentos, mesmo nas pequenas empresas.
Em primeiro lugar, por conta da sustentabilidade. Exemplos comuns nos dias atuais são as empresas fornecedoras de produtos ou serviços às grandes organizações. Elas precisam se adequar às exigências referentes à governança corporativa e, por isso, passam por auditorias periódicas.
A gestão por competências é uma ferramenta muito confiável para apresentar aos auditores, uma vez que comprova que os funcionários são avaliados de tempos em tempos, de forma a auxiliar seu desenvolvimento. Mostra ainda que suas qualificações e competências estão de acordo com a função exercida. Ou seja, prova que a empresa cresce, mas de forma sustentável.
"A gestão por competências garante aos empresários a chance de mostrar ao mercado cada vez mais concorrido que seus funcionários apresentam os diferenciais competitivos exigidos na atualidade", sustenta Maria de Fátima.
Avaliação de desempenho
Um dos instrumentos da gestão por competências é a avaliação de desempenho. Com ela, o gestor da equipe entra em contato com eventuais gaps de performance que seus profissionais apresentam e propõe planos de ações em busca de melhoria. Dessa maneira, atinge mais rapidamente e de forma mais efetiva os resultados pretendidos pela empresa.
"A gestão por competências possibilita conhecer melhor os potenciais de seus talentos e aproveitá-los de forma assertiva, em oportunidade de crescimento horizontal, promover a transparência na empresa, uma vez que os profissionais passam a saber quais são os requisitos de outras áreas, podendo, inclusive, saber que ações têm de ser implementadas para se chegar a outras áreas diferentes", diz Maria de Fátima.
Transparência na distribuição de benefÃcios é essencial
A gestão por competências ainda permite identificar quem são os colaboradores que têm condições de receber benefÃcios mais significantes. Consegue também identificar, mais assertivamente, os planos de custos que a empresa precisa programar para corrigir os profissionais que não estão a contento. "Mas nenhum passo pode ser dado sem que haja transparência em todo o processo", completa a especialista.
Fonte: Site InfoMoney.
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