Gestão Comercial
Busca:

Notícias de Gestão Comercial

22/10/2008 - 09h49

Governo prevê que exportação das pequenas empresas cresça 10%

A+

A-

Altera o tamanho da letra

Por Karin Sato

Na abertura do 3º Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado na terça-feira (7), o secretário de Desenvolvimento de Produção do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Armando Meziat, divulgou que o governo brasileiro deve aumentar em 1,9% ao ano o número de empresas de pequeno porte que exportam e, assim, ampliar em 10% a participação delas no mercado internacional.

Ele foi enfático ao destacar que "o Congresso é uma importante oportunidade para serem debatidas políticas e medidas para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas".

O diretor do Dempi (Departamento da Micro e Pequena Indústria da Fiesp), Milton Bogus, lembrou a importância das micro e pequenas empresas, que representam 98,5% das empresas formais do País e geram cerca de 16 milhões de empregos, detendo 20% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Crise e negócio
Segundo o presidente do Sebrae-SP, Fábio Meirelles, os empresários brasileiros não devem se contaminar pela crise que atinge o mercado internacional. "O Brasil não cumpre uma política especulativa. Somos um país sério e não podemos deixar que um problema externo afete nossos interesses econômicos", declarou.

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, por sua vez, se revelou preocupado. No entanto, ele defendeu que "o Brasil não precisa importar esta crise [a crise subprime, que atingiu primeiramente o mercado imobiliário americano]".

Segundo ele, é preciso dar atenção ao mercado interno, não permitir o aumento de juros e o corte de crédito. "É preciso irrigar o mercado para minimizar os efeitos da crise", completou.

Investimento no setor produtivo
Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Ricardo Martins, os efeitos da crise internacional não devem ser tão pesados para quem acreditou na produção em vez de ganhar dinheiro fácil negociando papéis no mercado financeiro.

Ele lembrou que o setor produtivo brasileiro foi extremamente penalizado nos últimos anos pela taxa de juros desalinhada, "resultante de uma reação exagerada da política monetária brasileira frente à inflação", e pelo câmbio apreciado.

"Era evidente que a valorização do real frente ao dólar não tinha respaldo na realidade, assim como a desvalorização de 25% da moeda nos últimos três dias também é inconsistente", analisou Martins, que se disse confiante de que a moeda americana deverá se estabilizar em torno de R$ 1,90 nas próximas semanas.

Por ocasião do Congresso, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato deu sua opinião do que é mais indicado fazer: "Não comprem dólares, não vendam ações. A estratégia, agora, é esperar".

Fonte: Site InfoMoney.

Indique este site Enquete
 
Sua empresa costuma recorrer a empréstimos e linhas de crédito?
 
Sim, para melhorias em nossa infraestrutura física e tecnológica
Sim, sempre que o financeiro está apertado
Não, procuramos manter as contas em dia para ter um caixa tranquilo
A situação atual é tentar sair do sufoco.
 
 




DígithoBrasil - Controle Financeiro Pessoal - Gestão Comercial

Desenvolvido por Gestão Ativa WebDesign