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Por Karin Sato
Na abertura do 3º Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado na terça-feira (7), o secretário de Desenvolvimento de Produção do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Armando Meziat, divulgou que o governo brasileiro deve aumentar em 1,9% ao ano o número de empresas de pequeno porte que exportam e, assim, ampliar em 10% a participação delas no mercado internacional.
Ele foi enfático ao destacar que "o Congresso é uma importante oportunidade para serem debatidas polÃticas e medidas para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas".
O diretor do Dempi (Departamento da Micro e Pequena Indústria da Fiesp), Milton Bogus, lembrou a importância das micro e pequenas empresas, que representam 98,5% das empresas formais do PaÃs e geram cerca de 16 milhões de empregos, detendo 20% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Crise e negócio
Segundo o presidente do Sebrae-SP, Fábio Meirelles, os empresários brasileiros não devem se contaminar pela crise que atinge o mercado internacional. "O Brasil não cumpre uma polÃtica especulativa. Somos um paÃs sério e não podemos deixar que um problema externo afete nossos interesses econômicos", declarou.
O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, por sua vez, se revelou preocupado. No entanto, ele defendeu que "o Brasil não precisa importar esta crise [a crise subprime, que atingiu primeiramente o mercado imobiliário americano]".
Segundo ele, é preciso dar atenção ao mercado interno, não permitir o aumento de juros e o corte de crédito. "É preciso irrigar o mercado para minimizar os efeitos da crise", completou.
Investimento no setor produtivo
Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Ricardo Martins, os efeitos da crise internacional não devem ser tão pesados para quem acreditou na produção em vez de ganhar dinheiro fácil negociando papéis no mercado financeiro.
Ele lembrou que o setor produtivo brasileiro foi extremamente penalizado nos últimos anos pela taxa de juros desalinhada, "resultante de uma reação exagerada da polÃtica monetária brasileira frente à inflação", e pelo câmbio apreciado.
"Era evidente que a valorização do real frente ao dólar não tinha respaldo na realidade, assim como a desvalorização de 25% da moeda nos últimos três dias também é inconsistente", analisou Martins, que se disse confiante de que a moeda americana deverá se estabilizar em torno de R$ 1,90 nas próximas semanas.
Por ocasião do Congresso, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato deu sua opinião do que é mais indicado fazer: "Não comprem dólares, não vendam ações. A estratégia, agora, é esperar".
Fonte: Site InfoMoney.
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