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14/10/2008 - 09h13

Economistas e comércio esperam um Natal sem sustos para o consumidor

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O Natal dos brasileiros será "de regular a razoável". É como o economista Paulo Rebelo de Castro classifica o fim de ano do ponto de vista financeiro. Segundo ele, o pior da crise financeira ainda não chegou ao Brasil.

"Fora o efeito cambial, as consequências não foram dramáticas porque não há problema de liquidez. As pessoas têm seus empregos e a expectativa de mantê-los", afirmou Castro. Para ele, o ano de 2009 será decisivo, pois serão os dois últimos anos do governo Lula e as resoluções econômicas determinarão a estrutura de quem vai para as eleições de 2010.

Tranquilidade
Semelhante é a expectativa de lojistas de shopping do País. Apesar de estarem apreensivos com os efeitos da crise financeira internacional, o bom desempenho do setor relativo às vendas no dia das crianças leva os lojistas a acreditarem que o momento tende a perdurar até o Natal.

"Acreditamos que o Natal não estará comprometido em função do bom desempenho da economia até agora. Um reflexo altamente positivo é que a semana da criança, em plena crise mundial, teve um desempenho importante, com shoppings lotados e pessoas com sacolas", disse o presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Nabil Sahyon.

Sahyon, que participou na segunda-feira (13) do Primeiro Encontro Nacional de Comércio e Serviços, afirmou, ainda, que está otimista e viu com bons olhos as medidas adotadas até o momento pelo Banco Central que, na sua opinião, na medida do possível, busca dar tranquilidade para o consumidor.

Reajustes dos importados
Sahyon disse, segundo a Agência Brasil, que o receio maior é que o crédito reduza ainda mais e o custo aumente para as empresas que trabalham com componentes importados, caso o dólar continue em alta. "Entendemos que, na hora que passar a turbulência do mercado, esse dólar não poderá continuar no patamar em que está, para que possamos retomar o trabalho que vinha sendo desenvolvido".

O presidente da Alshop estima que os produtos importados devam sofrer reajuste ainda este ano. "Nos produtos não importados pode ser que tenha reajuste menor, mas deve acontecer em função do crédito, que ficou mais caro. Na medida em que as pequenas e médias empresas vão buscar esse crédito nos bancos, e isso é mais caro, vai existir um pequeno repasse para o comércio", prevê.

Fonte: Site InfoMoney.

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