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07/10/2008 - 18h10

MPEs se preocupam; Skaf diz que Brasil não deve se antecipar à crise

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Enquanto o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, diz que Brasil não deve se antecipar à crise, o governo federal anuncia medidas para garantir a liquidez nas instituições financeiras de pequeno porte - que foram bem recebidas pela indústria de transformação paulista - e os micro e pequenos empresários manifestam preocupação com a possibilidade de redução das linhas de crédito no País.

De acordo com informações da Agência Brasil, durante o 3º Congresso da Micro e Pequena Indústria, que está sendo realizado nesta terça-feira (7), na sede da Fiesp, Skaf teria contado sobre suas conversas com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante as quais ele defende que "o momento é de queda na taxa de juros, para minimizar os efeitos da turbulência que se iniciou nos Estados Unidos e já atinge países europeus".

Para Skaf, a ajuda a pequenos bancos é bem-vinda, mas é preciso atender à atividade produtiva, e uma das reivindicações da indústria é a implementação de ações efetivas de estímulo à produção. Segundo ele, isoladas, as medidas tomadas pelo governo não bastam para permitir a continuidade do crescimento da atividade produtiva.

Preocupação
O diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria da Fiesp, Milton Bogus, disse que vem acompanhando os desdobramentos da crise financeira com preocupação. Um dos fatores que chama sua atenção é o impacto sobre o câmbio, que, nesta segunda-feira (6), chegou a atingir uma valorização de mais de 7% sobre o real, cotado no fechamento dos negócios a R$ 2,20. Esse aumento, segundo ele, tem sido provocado pela fuga de muitos investidores para os títulos do governo norte-americano.

Bogus acredita que, para o setor das micro e pequenas empresas, a valorização cambial poderá até ser benéfica, já que pode segurar a concorrência com os produtos importados. No entanto, "uma cotação em equilíbrio" é a ideal para o setor, de acordo com o diretor, levando em consideração que, em algumas atividades das MPEs, existe uma dependência de insumos comprados no exterior.

O empresário Carlos Bittencourt, da Triátlon, que atua na oferta de serviços de qualidade de vida às empresas e no fornecimento de materiais esportivos, disse que, em seus negócios, já há sinais que configuram um receio na tomada de decisões pelos clientes, na maioria das grandes empresas. "O momento é de expectativa, porque não sabemos até que ponto essa crise vai impactar nossos negócios", disse. Segundo ele, por conta das incertezas, seis grandes clientes seus, do exterior, adiaram a assinatura de contratos na prestação de serviços.

Fonte: Site InfoMoney.

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