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29/08/2008 - 09h03

Varejo registra perdas de 1,99%, sendo a maioria por conta de problemas internos

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Por Karin Sato

O varejo brasileiro registrou perdas médias de 1,99% em 2007, um aumento de 0,13 ponto percentual em relação a 2006, de acordo com a 8ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceira com a Felisoni & Associados.

Os principais fatores apontados pelos varejistas atuantes nos segmentos de vestuário, eletroeletrônicos, farmácias/drogarias, homecenter/material de construção e supermercado para a variação de perdas totais são a falta de incentivo aos funcionários e de processos de medição de perdas. A maioria das empresas da amostra é oriunda do segmento supermercadista.

Empresas não se previnem
Embora tenha havido crescimento no número de empresas que se previnem em 2007 ante 2006, 19,1% das empresas consultadas ainda não possuem uma área específica para Prevenção de Perdas. Em médias, as empresas investem em Prevenção de Perdas 0,4% do faturamento líquido.

O estudo também revela que vestuário e eletroeletrônicos são os que mais conseguem identificar a origem das perdas, com percentuais de 43% e 26,9%, respectivamente, enquanto 52% das perdas não são identificadas pelos supermercados.

Quanto às causas, a maioria das perdas corresponde a ações internas (75%), como furto interno, erros administrativos e quebra operacional, enquanto as perdas ocasionadas por fornecedores e clientes respondem por 25%.

Os segmentos de supermercados e homecenter/material de construção se destacam com um alto percentual na quebra operacional, registrando 43,2% e 32,91%, respectivamente. Em eletroeletrônicos, as causas mais recorrentes aparecem nos erros administrativos, com 25,8%, e nos furtos externos, com 31,36%. Já as perdas dos setores drogaria, 32,12%, e vestuário, 35,35%, estão mais presentes nas ações de furtos externos.

O indicador se baseia nas informações de 47 empresas que participaram da pesquisa, representando cerca de 220 mil colaboradores e 2 mil lojas, com faturamento de R$ 49,6 bilhões.

Fonte: Site InfoMoney.

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