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28/05/2010 - 08h02

Cinco dicas para inovar sem parecer um gênio

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Não é preciso ser o Steve Jobs, nem ter inteligência acima da média para ter ideias inovadoras e, até mesmo, milionárias. A inspiração também não provém de luz divina, sorte ou dom. Ao contrário, pode ser fruto de treinamento. Quem prega essas ideias são os físicos Clemente Nobrega e Adriano R. de Lima, autores do livro Innovatrix, que será lançado no dia 1 de junho, no Rio de Janeiro, e dia 9, em São Paulo.

A obra é uma espécie de manual que ensina os preceitos da inovação nas empresas. Para os autores, um bom método, ferramentas e técnicas adequadas podem transformar qualquer companhia em uma fonte de criatividade. No total, são listados 40 princípios para ser inovador. EXAME.com conversou com Clemente Nobrega sobre o assunto. Confira algumas dicas para virar sua empresa de cabeça para baixo - e ainda ficar com ar de inventor do iPhone.


- Elimine "contradições técnicas".
Com base na história de Altshuller, um engenheiro e cientista russo dos anos 40 que estudou os processos de milhares de patentes, os autores aconselham o leitor a descobrir quais as contradições que barram seus projetos e, assim, eliminá-las. Um exemplo de contradição é "como criar um carro mais rápido, mas que gaste menos combustível".


- Junte elementos já existentes que facilitem o processo.
Não é preciso criar tudo do zero; utilize o que tem para criar algo novo. "Muito poucas criações atuais são efetivamente inovadoras. Pode-se inovar usando produtos e serviços que já existem", explica Clemente Nobrega.


- Enriqueça a experiência de compra dos clientes, e não apenas os produtos.
Os supermercados atuais, por exemplo, estão sempre em busca de novidades e iscas para captar o consumidor não só pelo bolso, mas pelas sensações.


- Se não tiver estrutura própria para inovar, busque fora da empresa. Uma solução para quem não tem estrutura ou conhecimento técnico suficiente para inovar é a contratação de consultorias especializadas em inovação. Outra possibilidade é a adoção do "open innovation", ou inovação aberta, desenvolvida com a colaboração do público.


- Se tiver medo de arriscar, crie protótipos.
Para não ter grandes quedas, é possível criar e aplicar projetos de menor alcance para testar as possibilidades de sucesso. Se der certo, a empresa pode ampliar a ideia e investir nela. Se der errado, o prejuízo não terá sido tão grande, e a companhia saberá, pelo menos, qual caminho não deve seguir.

Fonte: Portal Exame
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