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O que pode haver em comum entre uma pequena relojoaria, na pequena cidade do interior paulista, com o gigante de tecnologia Apple de Steve Jobs.
Explico, a Apple nos últimos dez anos apresentava-se como uma fabricante de computadores debilitada. Com prejuÃzos seguidos, e seu principal produto, o Macintosh, era vendido apenas para designers ou apaixonados por tecnologia.
Nesse perÃodo, a empresa passou de obsoleta a vanguardista, de companhia de nicho a fabricante de produtos de massa, de marca enfraquecida a Ãcone de modernidade e sucesso. Deixou, inclusive, de chamar Apple Computer para chamar-se apenas Apple.
Nestes últimos seis anos, entre 2001 e 2007, a Apple lançou apenas dois grandes produtos: o ipod e o iphone. O primeiro transformou a história da empresa. O segundo é uma promessa que vem balançando o mercado. Tornou-se objeto de desejo, seis meses antes de chegar às prateleiras das lojas.
Do mesmo modo, a antiga relojoaria passava por dificuldades financeiras, seus clientes desapareceram: o seu principal produto, o relógio, não necessita mais de consertos.
Foi quando o empresário relojoeiro percebeu que deveria fazer algo, ou o negócio que herdou do seu pai iria fechar as portas. Então ele teve a idéia de ir à capital, São Paulo, para descobrir algo de novo para ser oferecido aos seus clientes.
Quando retornou à sua cidade trouxe na mala diversos produtos, e nenhum deles era relógio. Entre os vários produtos que trouxe, os que se destacaram pelo sucesso de vendas foram as capas para telefones celulares, videogames, DVD de filmes em promoção, etc.
O sucesso foi tanto que as capas dos celulares acabaram na primeira semana. Com isso, ele observou que havia um novo mercado para ser explorado na sua cidade.
Ele retornou novamente a São Paulo, e dessa vez trouxe na bagagem telefones celulares usados para serem vendidos. Agora estava vendendo, trocando e consertando celulares, pois observou que os seus clientes estavam ávidos por esse tipo de serviço.
Essas duas histórias nos trazem uma lição que pode ser seguida por empresas de todos os setores, tamanhos e origens. Precisamos ousar e inovar buscando sempre o que os consumidores querem, com isso, a empresa estará focada no mercado de consumo.
Da pequena relojoaria só sobrou o nome, para lembrar o seu passado.Â
Egnaldo Paulino - Consultor de Orientação Empresarial.
Fonte: Site SEBRAE.
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