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27/12/2011 - 07h14

Proteja a saúde financeira da sua empresa

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Por Priscila Zuini

Para que uma empresa cresça, é preciso ter controle sobre os números e as finanças. Conhecer os indicadores do negócio é o primeiro passo. Saiba quais são os valores de vendas, lucratividade e ticket médio e como eles influenciam a sua empresa.

Manter as contas organizadas é o segundo passo. Mais importante do que gastar fortunas com um software, é ter as planilhas certas e saber interpretá-las. A planilha de controle de caixa, por exemplo, é a base para o andamento da empresa. Registre nela todas as entradas e saídas de dinheiro do dia.

Em seguida, prepare-se para acabar com as dívidas e com a dependência de crédito bancário. Nesta época do ano, depois das compras de Natal, a maioria das empresas está com o caixa cheio e os estoques quase vazios.

Ao invés de investir, os empresários mais ansiosos vão ao banco tentar antecipar o que têm a receber de cartão de crédito e cheques pré-datados. A operação, chamada antecipação de recebíveis, se tornou mais comum e pode ser um problema para a saúde financeira das pequenas empresas.

Em geral, os empreendedores recorrem a esta alternativa para cobrir problemas no fluxo de caixa. A questão, para os especialistas, é se isso se torna recorrente. Nestes casos, os empresários nunca sabem quanto dinheiro realmente tem e se vão conseguir se manter por períodos mais longos.

"Isso pode se tornar um vício e criar uma dependência grave, pois vai comendo o valor real do produto ou do bem a ser entregue. A empresa fica sem o valor adequado e ainda tem que pagar juros sobre isso", explica Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias.

As taxas de juros para esta transação ultrapassam 4% ao mês e podem fazer um buraco nas contas. Quando usada com frequência, a antecipação pode custar tanto quanto entrar no cheque especial, já conhecido como a pior forma de crédito.

"O custo dessa alternativa de solução financeira é elevado. A antecipação deve ser adotada somente quando for uma emergência pontual de curtíssimo prazo, mas nunca deve ser uma política contínua", diz Gigliotti.

Para se livrar desta prática, a dica é se planejar e fazer contas para saber como pagar menos juros. "O ideal é interromper esse processo vicioso através da contração de um empréstimo único, a título de crédito de capital de giro, com valores de juros mais acessíveis porque são pré-negociados e, às vezes, têm até carência", ressalta.

Outra forma de interromper este processo e passar a receber as vendas no cartão no prazo certo é injetar dinheiro no negócio, seja através de sócios ou de um investidor. "Uma alternativa é a venda promocional de estoque sem giro há muito tempo, aquele grupo encalhado, oferecendo-o por valores mais baixos que o habitual, mas gerando caixa imediato", ensina Gigliotti.

Planejamento
Para não repetir em 2012 os mesmos problemas financeiros e acabar de vez com as dívidas da sua empresa, faça um planejamento. "Apure o real valor necessário para a manutenção da saúde financeira do negócio. Também mantenha os dados econômico-financeiros atualizados e faça uma contagem física do estoque para avaliar o que pode ser promovido", sugere o especialista.

Ao invés de torrar tudo o que faturou nas vendas de final de ano, tente aproveitar este momento para fazer caixa. "Tenha muito cuidado com as contas a receber e com o controle de gastos. Haverá uma maior necessidade de capital de giro para janeiro, período usual de baixa de vendas", alerta.

Fonte: Exame
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