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07/11/2011 - 08h41

Setor de beleza é opção para empreender

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Ao longo dos anos, o consumidor brasileiro mudou seus hábitos em relação à saúde, bem-estar e beleza. O simples uso de desodorante há tempos deixou de ser vaidade e hoje é um produto básico para qualquer pessoa, o protetor solar virou item de saúde e o perfume não é algo estritamente feminino, mas usado tanto por eles quanto por elas.

Todas essas novas necessidades fazem com que o País seja o terceiro consumidor mundial de cosméticos e produtos de higiene e mostra que esse pode ser um mercado muito promissor para quem quer empreender, principalmente para micro e pequenas empresas.

Pesquisa feita pela IPC Marketing mostra que o brasileiro está disposto a gastar R$ 48,8 bilhões com produtos de higiene e cuidados pessoais este ano, ou 26% do total gasto por ele em saúde e bem estar. No Estado de São Paulo, a expectativa é de R$ 13,1 bilhões gastos com produtos desse segmento. E para a cidade de São Paulo serão R$ 4,1 bilhões consumidos com esses artigos.

"Isso mostra quanto o mercado é promissor, pois há uma população buscando cada vez mais qualidade de vida e ainda há ganho de renda dos consumidores, que passam a comprar esses produtos que não são considerados de primeira necessidade", diz Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing.

Para o microempreendedor, esse pode ser um setor atraente. "É um mercado que tem crescimento constante, em média, 10,5% anualmente nos últimos 15 anos. E isso não é só uma questão de aumento da renda, mas também está ligado a uma questão cultural do brasileiro, de valorização da estética e da beleza", explica Elderci Garcia, consultora no setor de beleza e estética do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

No entanto, é um dos mercados mais concorridos, pois o pequeno empreendedor terá de competir com grandes redes varejistas. "Por isso tem de saber se diferenciar nesse mercado. E atender bem ao cliente ou oferecer a ele um serviço junto com o produto pode fazer essa diferença e conquistar clientela", comenta a consultora do Sebrae-SP.

Uma das opções do empreendedor é oferecer um tipo de consultoria junto com o produto. "Há diversas marcas no mercado. Se tiver alguém que atenda bem, que saiba ajudar o consumidor a se decidir, o cliente sente mais confiança e vai fazer a compra. No caso do prestador de serviço, um salão de beleza, há muitos pela cidade. E em qual o cliente voltará? Naquele em que for mais bem atendido", completa Garcia.

Sem crise
Foi com esse atendimento diferenciado que a proprietária da loja de cosméticos e perfumaria A Botica, Marilsa Carvi Franco Penteado, de 54 anos, fez seu negócio dar certo e crescer ao longo de seus 22 anos de empreendedora.

"Busquei produtos para não concorrer com grandes redes. Vendo mercadorias importadas e nacionais diferenciadas. E ofereço atendimento especializado. O consumidor quer ajuda para escolher e temos de oferecer isso", conta.

Para Marilsa, o setor deve continuar a se expandir. "Pode ser até que cresça menos, mas continuará a crescer, não tem volta, são hábitos de vida. Um exemplo são os homens. Antes eles quase não usavam perfumes e, hoje, vendo tanto para eles quanto para as mulheres", diz.

"E em época de crise econômica, as pessoas até diminuem o consumo, trocam por uma marca mais barata, mas não deixam de comprar", acrescenta ela.

Os negócios de A Botica deram tão certo na cidade de Itatiba, interior de São Paulo, que a proprietária pretende levar a divisão de perfumes e cosméticos para Campinas, onde já tem lojas de roupa.

"Vou trabalhar com os dois produtos juntos, como já faço em Itatiba, onde ofereço os cosméticos, perfumes e roupas de festa. São produtos que estão ligados, pois uma ocasião especial pede uma roupa e um perfume especiais."

Fonte: Jornal da Tarde
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