08/07/2011 - 09h02
A organização que cresceu em tamanho amadureceu?
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Por Wagner Siqueira
Enquanto o desenvolvimento dos recursos tecnológicos se faz à velocidade dos foguetes, a mentalidade prevalecente nas culturas organizacionais é contemporânea dos carros de boi.
Como se comporta o Homem em meio a tamanhas disparidades, convivendo em tal paradoxo? Particularmente nessa era de tantas inovações tecnológicas, a maturidade organizacional requer adaptabilidade, flexibilidade, saúde e identidade. Acima de tudo, respeito ao DNA da organização.
A questão inclui um novo conceito, uma nova visão de poder, um novo sistema de valores organizacionais, uma filosofia gerencial baseada em ideais que dignifiquem o ser humano, que paulatinamente substituam a interação mecanicista e despersonalizada dos valores da burocracia e da tecnocracia insensÃveis.
Göethe nos diz que "o técnico puro é mais perigoso do que um polÃtico leviano, porque é um alienado com poder". Como o gerente escapa dessa cilada, em que a mitificação da técnica possa lhe servir de fachada para justificar os seus desÃgnios de poder e de mando?
As pessoas estão cansadas de fingir e de representar. Anseiam por uma comunicação autêntica e aberta. Querem influenciar no conteúdo de seu trabalho e no desempenho de sua organização. Querem uma oportunidade para contribuir. Exigem independência e autonomia e esperam ser recompensadas.
São motivadas pelo prazer que o seu trabalho lhes proporciona, e esperam respeito e compreensão em virtude de suas necessidades de autodesenvolvimento. Querem uma oportunidade para aprender, mudar e crescer.
São atraÃdas por situações de trabalho em que haja abertura e confiança, franqueza e autenticidade. Querem participar, integrar o time que vence, desejam colaborar, sentirem-se importantes e reconhecidas.
Os gerentes devem ser capazes de controlar as suas forças emocionais e conscientizar-se quanto aos pressupostos que determinam o seu próprio comportamento.
As ansiedades que muitas vezes parecem estar fora de nós, na verdade, estão dentro. O mundo percebido é fonte e limite do comportamento humano. A forma como fotografamos a realidade que nos cerca define o nosso comportamento como indivÃduos e profissionais.
Os gerentes de todos os nÃveis precisam aprender a administrar as próprias autoconcepções, as auto-imagens e, por que não dizer, as auto-ilusões que condicional o seu desempenho. Quando capazes de identificar a sua própria realidade, passam a dispor de competência para controlar a sua própria sombra emocional.
Chegam, assim, ao autoconhecimento e compreendem as repercussões de seu comportamento e o impacto que elas produzem naqueles com os quais se relacionam - em seus subordinados, em sua equipe, na organização em que atuam, na famÃlia, na sociedade.
Fonte: Administradores