11/05/2011 - 08h29
O poder da surpresa perturbadora
Em tempos da economia digital, as companhias precisam agora inovar e trabalhar com o imaginário do consumidor, procurando antecipar os seus desejos.
A+
A-
Altera o tamanho da letra
Por Gil Giardelli
Na Casa Amarela que Van Gogh dividiu com Gaugin, alguns historiadores dizem que ali houve a dissolução da fronteira entre o mundo terreno e o celeste.
Neste momento na Casa Azul - chamada de planeta Terra - vivemos coletivamente, o inÃcio da Economia Espiritual? Uma economia de ideias transformadoras, financiamento colaborativo, economia criativa e um novo tipo de ativismo nos negócios. Seria o ativismo Quântico?
Eu sei que já virou um "clichê" dizer que o mundo mudou, mas a cada dia a mudança é vertiginosa. Neste artigo, apesar de ter consciência que existem outras milhares de estradas, exemplifico os novos caminhos dos negócios no século XXI:
* a sustentabilidade tendo a tecnologia como aliada;
* a força dos aplicativos e da geolocalização;
* insights do consumidor em tempo real;
* gestão do conhecimento nas redes sociais;
* inovação aberta;
* o domÃnio do vÃdeo online;
* sai o bando de dados e entra o banco de dados;
* maximização do digital no real;
* customização de produtos no Facebook;
* o valor dos Fs - Fan, Followers e Friends;
* branded content;
* ascensão dos social games;
* social commerce;
* humanizar as marcas;
* abundância da sabedoria das multidões;
* a era da transparência radica;
* as mobilizações de uma geração conectada.
As companhias precisam agora inovar e trabalhar com o imaginário do consumidor, procurando antecipar os seus desejos. É o capitalismo se reinventando, valorizando uma nova forma de coletivismo!
A economia que dependeu de grandes máquinas diz ao mundo que o futuro é dos cérebros! Do jovem que ainda está na faculdade aos CEOs de grandes empresas globalizadas, quem ficar fora da era da colaboração e do conhecimento será incapaz de competir nos negócios, por não saber compartilhar.
Vendem-se sonhos, ideias e sentimentos positivos: os produtos finais de um novo ramo econômico, que se alimenta da criatividade como matéria-prima. Uma economia que depende do cérebro humano, da informação e do conhecimento. Ideias que geram lucro, em uma indústria capaz de induzir e estimular o crescimento de outras áreas da economia. Essa é a economia criativa.
Com uma movimentação financeira mundial de mais de US$ 3 trilhões, esse setor é primordial para o desenvolvimento socioeconômico, tendo um crescimento de 6,3% ao ano e já sendo responsável por 10% da economia mundial.
Segundo estudo da Firjan, a cadeia da indústria criativa já representa 17,8% do PIB do Estado do Rio (cerca de R$ 54,6 bilhões) e emprega 82 mil pessoas.
Segundo a especialista em economia criativa e desenvolvimento sustentável Lala Deheinzelin, a diferença da economia criativa em relação às outras é que ela promove o desenvolvimento sustentável e humano. Quando trabalhamos com criatividade e cultura, atuamos simultaneamente em quatro dimensões: econômica, social, simbólica e ambiental.
A força do setor está diretamente ligada à Geração Y, jovens conectados que se opõem ao sistema de trabalho tradicional, aos "robôs operários", e querem é fazer aquilo que gostam e criar.
Para isso, até o ambiente de trabalho em que se desenvolvem as empresas da indústria criativa são leves, sem cara de escritório. Como disse John Howkins, no livro The Creative Economy: How People Make Money From Ideas, "não podemos mais falar em empregados das 8h às 18h".
Nat Torkington percebeu nossos tempos "para aquelas pessoas que - como apostaram na bomba atômica sem considerar Woodstock - se apegam à s tendências tecnológicas sem considerar as tendências sociais".Â
Fonte: HSM