14/03/2011 - 09h15
Viva o checklist!
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Por Clemente Nobrega
Um livrinho bom é esse The Checklist Manifesto.
A idéia central é muito simples: num mundo cada vez mais dominado pelo complexo e imprevisÃvel, a adoção de procedimentos automáticos - sequências passo-a-passo de ações banais - é uma forma muito efetiva de se evitar erros que podem ser evitados, mas não são. Falhas evitáveis continuam vitimando pessoas em todos os campos da atividade organizada.
Atividade organizada? Sinônimo de gestão, certo? Quem tem obrigação de fazer alguma coisa acontecer no mundo real devia se apoiar mais em checklists e não contar só com mais saber, especialização e treinamento - mesmo em atividades supostamente criativas (restaurantes de cozinha sofisticada por exemplo).
O autor é médico cirurgião, e uma das experiências que relata mostra como a adoção de um checklist de um minuto e meio, reduziu as taxas de mortalidade em mais de 30% em oito hospitais em várias partes do mundo, praticamente sem custo e para todos os tipos de cirurgia.
São checklists que tornam possÃveis algumas das coisas mais difÃceis que fazemos - pilotar aviões ou construir arranha-céus, por exemplo. Checklists deviam ser uma espécie de ideal a ser atingido em qualquer atividade complexa, de modo a reduzir riscos.
Codificar conhecimento em uma sequência de passos simples - inteligÃveis e realizáveis por qualquer um - é essencial para que se possa fazer qualquer coisa em larga escala, de forma repetida e com segurança. Para quem ( que como eu) abomina a idéia de criatividade e performance como "manifestação-de-genialidade-de-pessoas-especiais", isso soa como música.
Procure no Google "The Checklist Manifesto". Há versões para download. Em portugues não tem. Nossas editoras estão guardando suas verbas para alguma nova edição daquele velhÃssimo monge servente (ou seria monge gerente? Ou lÃder dos serventes do mosteiro? Ou executivo que foi demitido e foi ser mongeÂ…?)
Fonte: Blog Ideias e Inovação, de Época Negócios