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28/10/2010 - 08h00

Gerenciando as finanças da pequena empresa

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Por Bruno Swerts

Você que é micro empreendedor sabe exatamente como anda a saúde financeira da sua empresa? Muita atenção com o modelo de gestão que você utiliza.


Primeiramente elabore um orçamento com a previsão de receitas e despesas para o mês a iniciar divididos em períodos diários. Com esse planejamento você saberá os dias em que poderá ter sobra ou falta de caixa e programar ações gerenciais para cada situação.

É aconselhável que as sobras de caixa sejam destinadas a aplicações de curto prazo com liquidez imediata, ou seja, sua aplicação vira dinheiro a qualquer momento. Para os períodos de falta ou escassez de caixa é sugerido o resgate de aplicações de curto prazo, desconto de duplicatas e cheques em bancos, capital de giro rotativo e empresas de factoring. Nesta fase de planejamento não se esqueça de avaliar os custos envolvidos em cada tipo de operação.


Vamos aprofundar a análise do fluxo de caixa observando com atenção os períodos de maior desembolso de recursos. Após essa análise observe o tipo de desembolso (fornecedores, funcionários, matéria prima etc).

Muitas empresas programam datas fixas para determinados pagamentos. Agora analisaremos nossas principais datas de recebimento: cartões de crédito e débito, recebimento de serviços prestados ou produtos vendidos.

Com essas informações avalie seu prazo médio de pagamento e seu prazo médio de recebimento, o ideal é pagar com prazos maiores e receber com prazos menores. Portanto, negocie sempre com seus fornecedores e incentive seus clientes a pagar à vista.


Como dito anteriormente receitas e despesas ocorrem em datas variadas, por esse motivo muitas empresas enfrentam dificuldades de honrar seus compromissos nas datas de vencimento. Por esse motivo cada empresa deve se preocupar em determinar o capital de giro ideal para seu segmento. O capital de giro ou capital circulante é o recurso que financiará o ciclo operacional das empresas.


Anteriormente analisamos as previsões de desembolsos e receitas, partiremos agora para a identificação e solução da inadimplência. Dois pontos principais para receber o que está em atraso:

1) Saiba o que e quem está devendo.
Tenha controle sobre os créditos concedidos e para quem você concedeu crédito.
2) Cobre.
Somente com abordagem ativa de cobrança é que sua empresa obterá êxito. Analise sistematicamente o índice de inadimplência, o mesmo é encontrado dividindo as receitas em aberto por período pela receita total emitida no período. O resultado é um índice, basta multiplicar por 100 para obter o percentual de inadimplência. Uma dica é pesquisar sobre esse índice em empresas do mesmo segmento.


Organize-se. Elabore planilhas, monte um plano de contas, faça conciliações bancárias, detalhe ao máximo todos seus custos e despesas.

Saiba em detalhes como e para onde os recursos da sua empresa estão sendo investidos. Lembre-se "quem não sabe quanto custa, não sabe quanto cobra".

Mantenha um controle preciso do preço de compra de sua matéria-prima e de produtos para revender. Outro ponto é o custo da recompra, ou seja, podem ocorrer variações significativas de preços no decorrer do tempo, certifique-se que sua empresa poderá repor o estoque com os novos preços.


Portanto, gerencie diariamente suas finanças. Elabore relatórios em que você confronte seu planejamento com o que foi realizado, controle sua inadimplência, cuidado com o excesso de estoque, analise seu ciclo operacional e de conversão de caixa e não se esqueça de atenção com o capital de giro.


Por fim exija o máximo de eficácia de seus colaboradores em todos os processos da empresa, esse é um grande passo para a redução de perdas e uma boa saúde financeira da sua empresa.

Fonte: Administradores
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