04/08/2010 - 10h17
A bússola empresarial
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Por Eraldo Montenegro
A aplicação indevida de metodologias e ferramentas, acaba por destruir as melhores condições de funcionamento de qualquer motor.
Imaginem, por exemplo, um automóvel cujas manutenções preventivas e corretivas fossem efetuadas sem uma lógica seqüencial, com o uso impróprio de instrumental.
A preservação disciplinada e repetitiva dos métodos de trabalho, desassociada das mudanças que otimizam e se alinham com as demandas do mercado, conduz a um faturamento continuamente reduzido.
Imaginem, por exemplo, uma fábrica de sapatos para mulheres, produzindo todo o tempo os mesmos modelos com as mesmas cores.
A ausência de estratégia que garanta a explicitação, registro, disseminação, acesso e uso dos conhecimentos adquiridos, tira de qualquer instituição a possibilidade de construir sua memória.
Imaginem, por exemplo, os danos causados na competência coletiva dos negócios, quando da demissão, aposentadoria ou morte dos detentores do conhecimento.
A falta de ações concretas na busca permanente dos elementos que conduzem à inovação que diferencia, resulta na gradativa perda de competitividade.
Imaginem, por exemplo, os muitos problemas que existiriam, se a tecnologia de uma empresa tivesse sido congelada aos nÃveis de anos atrás, ou mantivesse constante sua linha de produtos.
Esta lista dos aspectos que possibilitam o sucesso dos negócios poderia ser estendida longamente com fáceis justificativas para marcar a importância de cada observação.
Sendo a empresa um sujeito coletivo, obter os melhores resultados destas constatações, leva à busca de estratégias que as incorpore na cultura da empresa. Desta forma, há que se instalar no inconsciente coletivo, uma correlação imediata entre cada alerta e sua ação correspondente.
Definida a missão de um negócio, a diretoria constrói o seu elenco de polÃticas, através das quais alcança todos os participantes, com os elementos mÃnimos que orientarão os esforço para a sobrevivência do empreendimento.
Através das polÃticas empresariais, estrutura-se a linguagem comum, que norteará o pensar coletivo.
Fonte: Administradores