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28/07/2010 - 09h07

Quando a propaganda não convence

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Por Heloiza Camargo

Em busca de uma escola de idiomas que alie qualidade e um curso mais rápido, que não demore muitos anos, fui alertada por um professor a tomar cuidado com a propaganda desses centros de ensino. Principalmente em relação à rapidez com que, dizem, o aluno adquire fluência.


Pipocam por aí instituições que prometem em comerciais e anúncios publicitários cursos dinâmicos, fáceis e rápidos. Porém, na hora em que você vai até o local conferir, algumas escolas mostram que, na verdade, "a tal rapidez" pode durar seis anos ou sustentam o discurso da facilidade e o aluno só percebe a falta de qualidade do ensino quando já perdeu tempo e dinheiro.


Sinceramente, me sinto frustrada com esse tipo de propaganda e, mais ainda, com as empresas que adotam esse marketing. Para mim, isso demonstra a falta de seriedade do negócio. Desconfio de cara de produtos ou serviços milagrosos, e conheço muita gente que também o faz, mas ainda é grande o número de empresas que apostam em campanhas que tentam camuflar o seu negócio e inflacionar suas qualidade.


Esta semana mesmo, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) suspendeu uma propaganda da Bombril em que o famoso garoto propaganda da marca afirmava que as lãs de aço em questão eram mais corretas ecologicamente do que as esponjinhas amarelo e verde. Segundo uma representação das empresas 3M e Bettanin (fabricantes de esponja sintética), tal campanha afetava de maneira negativa as imagens desses produtos e por isso o Conselho deveria intervir - e foi isso que o Conar fez. A Bombril, que vai recorrer da decisão, gastou R$ 30 milhões com a campanha.


Nesse caso, uma empresa sentiu, de fato, o poder que uma campanha publicitária pode alcançar - para o bem ou para o mal. Além da ação movida por outras organizações no Conselho, muitos fóruns na internet questionaram o discurso ecológico da empresa.


Para mim, parece claro que cada vez mais os consumidores estão prestando atenção no que as empresas dizem em suas propagandas e questionando os seus discursos prontos. Achar que o cliente engole tudo o que vê na televisão ou nos anúncios pode levar a erros graves.

Fonte: Papo de Empreendedor
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