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18/05/2010 - 08h08

A difícil arte de gerir pessoas

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Por Lise Steigleder Chaves

Lido com adultos trabalhadores há muito tempo e escuto invariavelmente o plano de carreira deles: ser líder, chefe, gerente ou diretor. Ou seja, exercer influência sobre pessoas, conduzi-las numa determinada direção, desenvolve-las e fazê-las darem os melhores anos de sua vida em troca de remuneração, benefícios, oportunidades, carreira, status, reconhecimento, entre outras tantas variáveis.


Mas a verdade é que liderar pessoas é um exercício contínuo e exige habilidades que nem sempre temos. Existem lideranças exclusivamente centradas na produção e lideranças exclusivamente centradas em pessoas. Nenhuma das duas é uma liderança satisfatória. O delicado equilíbrio entre estas forças - pessoas e produção - implica na percepção que estas são duas faces de uma mesma moeda e que como tal, se lançadas ao ar, podem ter um dos versos voltados para cima, de forma aleatória.


Se pretendo resultados positivos no meu negócio, preciso encontrar uma forma de lidar com esta situação. O que não é fácil. Por outro lado, as pessoas ao colocarem sua força no mercado de trabalho, sabem de antemão que seguirão processos, normas e regras que caracterizam esta ou aquela tarefa, uma ou outra empresa. Se uma é mais voltada para pessoas, outra pode ser francamente centrada na produção. Eu como trabalhador posso escolher o modelo de empresa que me interessa ou no qual acredito poderei exercer todo meu potencial? Posso e devo!


Como falar é fácil, vamos tentar ver na prática como funciona o que está acima. Se estou na posição de liderança (de uma área, divisão ou empresa) e preciso alcançar determinados objetivos de produtividade, qualidade, retorno sobre o investimento, custos e mercado, terei que investir pesado na participação da equipe - envolvê-los! É incrível como as pessoas gostam de dar sugestões, de atender pedidos, de ouvir que estão se empenhando e que fizeram bem um determinado trabalho, que estão contribuindo e colaborando.


De serem exigidas! E não pensem que me enganei ao usar este termo! Ser exigido significa que a empresa acredita que posso mais, que tenho potencial e que chego num outro patamar de desempenho. Chegar neste patamar de resultado significa que antes, a empresa, recrutou (interna ou externamente) treinou, capacitou, investiu na educação e na formação técnica-funcional das pessoas.


Se sou o trabalhador, posso escolher o modelo de empresa que me interessa buscando informações no mercado, especialmente sobre o quanto é feito de investimento na qualificação e capacitação das pessoas, o quanto a empresa valoriza e reconhece aqueles que se destacam e se este é um critério justo, como é o clima e o ambiente na empresa. Ou seja, escolher onde quero trabalhar também é um ato de minha responsabilidade.


Ok! Sei que tem agora pelo menos um leitor pensando ou dizendo: quero ver se o cara desempregado pode escolher! Certo! Talvez não possa mesmo, mas talvez "pegar" qualquer emprego possa ser só uma fase ou uma oportunidade de continuar aprendendo, inclusive uma condição de contribuir para que esta empresa se torne maior e melhor e eu tenha meu trabalho reconhecido.


Agora, tenho certeza que vocês perceberam, mesmo quando se fala da empresa, do resultado, da produtividade, que se fala antes de tudo de pessoas!


Este ciclo empresa-pessoas deixa claro que uma moeda só existe pelas duas faces que apresenta e que dissociá-las é pensar num objeto que tem valor relativo. Mesmo com toda a tecnologia de informação e com toda a automação ou robotização possíveis hoje, sempre há num dos lados uma pessoa qualificada por um líder que acreditou e mediu os resultados produzidos por ela - e reconheceu.


Fechando o ciclo, entenda, por favor! Se Você pretende crescer profissionalmente, e este crescimento se traduz pela liderança, comece desde já considerar o quê e como Você fará para ter a melhor equipe! Eles definirão o seu valor! Sucesso!

Fonte: Administradores

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