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04/02/2010 - 09h03

Governança corporativa aliada ao crescimento de médias empresas

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Por Paulo Gurgel Valente

Nos últimos meses o tema governança corporativa ganhou notoriedade mundial. Os grandes escândalos financeiros, envolvendo diversas corporações nos Estados Unidos que causaram prejuízos ao mercado, despertaram a atenção da sociedade em geral para a relevância deste assunto.


Para o economista Paulo Gurgel Valente, diretor da Profit Projetos e autor do livro Governança Corporativa: a Capacitação Básica do Conselheiro, lançado recentemente pela editora LTC, integrante do Grupo GEN, a governança corporativa é uma importante ferramenta, se utilizada corretamente, para o crescimento de empresas.


Na visão de Valente, a governança corporativa está associada às grandes empresas, mas em sua obra o profissional incentiva que as médias empresas se adaptem a este tipo de gestão. Um exemplo de empresa que se expande e precisa se adaptar a esta nova realidade é a Richards. O autor conta que esta, ao nascer, era uma despretensiosa produção artesanal de cintos e que se tornou uma das grifes mais famosas. Atualmente a Richards é referência da moda masculina carioca e já lançou a coleção feminina.


"À medida que a empresa cresce, a complexidade de administrar também aumenta. A governança corporativa é um passo à frente em termos de administração, quando se atinge o estágio onde os donos não dirigem mais a empresa, mas existe a relação do principal (o proprietário da participação societária) e do agente (o administrador da empresa)", afirma Gurgel.


Em sua obra, o autor traz vários ensinamentos de como os conselheiros podem monitorar e prevenir situações de crise. "Pequenas medidas podem fazer toda a diferença. Lembram do caso do voo da Air France? O piloto que fazia a mesma rota rumo à Espanha teve sinais de turbulência no caminho e desviou 60 km. Esta distância não é nada em termos de aviação. O piloto saiu um pouco da rota e preveniu uma crise, ou mesmo uma tragédia. O livro mostra como `prevenir ao invés de remediar`, é um manual de voo", exemplifica.


Empresas como uma boa governança tendem a ser mais procuradas pelos investidores. O economista acredita que um conselho deve ser composto por acionistas, diretores e seus representantes, mas acha muito importante ter pessoas de fora também.


"Se você fizer um conselho somente com membros da família, as reuniões acabam virando um almoço de domingo. Perde-se a formalidade necessária, a agenda, a apresentação de documentos tais como relatórios, balanços, orçamentos, ata de reunião, onde são manifestos os votos de cada conselheiro e as resoluções tomadas".


Fonte: Administradores
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