29/01/2010 - 09h44
Ainda adianta o planejamento estratégico?
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Por Bernardo Leite
O momento é muito oportuno para o tema.
Mas não estamos nos referindo às promessas de "Revellion", divertidas e
pouco eficazes. Até podemos admitir que a evidência da oportunidade
gregoriana de mudança de ano reforça mais um motivo para a análise,
reflexão, crÃtica e reposicionamento da vida e dos negócios.
Na realidade, o nosso assunto refere-se ao "exercÃcio" real de revisão,
análise, projeção e preparação das novas expectativas e necessidades,
nossas e dos nossos negócios. Uma ação cada vez mais necessária para
todas as organizações.
Gosto de iniciar o processo de aprendizagem sobre o planejamento
estratégico com uma definição de planejamento bastante despretensiosa,
mas objetiva.
Planejamento é: pensar antes de fazer! Pode parecer muito simples, mas como as pessoas têm dificuldade para fazer isso! Por sua vez, estratégia exige escolhas. Portanto, planejar passa a ser estratégico quando temos que fazer escolhas! Vamos nos lembrar de que fazer escolhas é definir o que vai se perder!
Temos que optar. Esta é uma das razões da dificuldade. E a vida é feita
de escolhas.
Há crÃticos contumazes que questionam o "como fazer planejamento em uma
situação de incertezas e mudanças extremamente rápidas"? Para
responder esta e outras questões sobre o planejamento temos que
entender, primeiro, o que planejamento não é, ou seja, a negação da
idéia.
Por exemplo, não é previsão.
A bem da verdade é exatamente por essa razão que o Planejamento
Estratégico é necessário. Planejar é necessário exatamente porque não é
possÃvel prever!
Também não é um instrumento de decisões futuras. Na prática é um meio
de se tomar, hoje, as decisões que atuarão sobre o futuro que
desejamos!
Não é um meio de eliminar riscos. É sim um meio para ajudar na avaliação dos riscos que teremos que assumir!
Estratégia não é tendência. Estratégia é escolha e envolve a definição
de futuro desejado. Temos que criar o nosso futuro. Vou citar uma frase
obrigatória para o melhor entendimento deste ponto: "para continuar no
jogo basta simplesmente chegar onde os outros já estão, mas acredito
que vencedores, em última instância, serão aqueles com capacidade de
desenvolver jogos fundamentalmente novos", Gary Hamel.
Finalmente estratégia não é abranger tudo. Aliás, esta pode ser a
própria caracterÃstica básica do planejamento. "Ter planejamento é
definir, antes de tudo, o que não fazer"!
Este ponto é particularmente importante como fator de contribuição do Planejamento Estratégico: a definição do foco!
Sabemos que todas as organizações sempre trabalharão com restrições de
recursos. Portanto focar a ação e possibilitar a conjugação dos
esforços da organização para o alvo pretendido é determinante para o
sucesso desejado. Em suma, ter foco é prerrogativa do posicionamento
estratégico. Sem isso corremos grande risco de muito esforço e pouco
resultado (já sentiram isso?)
Pois bem, não vamos nos aprofundar nas definições e procedimentos do planejamento estratégico.
Para conseguirmos agregar valor com o Planejamento Estratégico além do
foco temos que dar inicio á administração da estratégia, ou seja: a
comunicação da estratégia para toda a empresa!
Importante frisar que a comunicação não é outra ação, é a mesma ação,
faz parte do planejamento estratégico. Sim, principalmente porque uma
das maiores contribuições da estratégia é o de aglutinar esforços,
orientar investimentos e permitir a definição de metas que possam
agregar valor aos objetivos pretendidos. Algo como remar para o mesmo
lado e direção!
Estamos afirmando, então, que as decisões e informações derivadas do
planejamento estratégico devem ser comunicadas a todos. Isso não
significa dizer que tenho que passar os "segredos" do negócio para toda
a empresa. Há estágios e alçadas para cada nÃvel organizacional.
O importante é que todos recebam as exigências que a estratégia impõe
para o negócio de maneira que possamos colocar esforços para gerar
nossa contribuição ao resultado global. É isto que se espera de todos
na empresa.
Percebam porque a comunicação das decisões estratégicas é fator
inerente do planejamento e dos resultados. Afinal, como exigir se não
houver orientação, definição de foco e de expectativas do negócio.
Lembrem-se, competências só merecem esse nome quando agregam valor ao
negócio, portanto, quando agregam valor às necessidades estratégicas.
Desejamos que esta abordagem possa salientar a importância do
Planejamento Estratégico na condução dos negócios. É um equÃvoco dizer
que não se pode planejar nos dias de hoje. Planejar é definir o caminho
para o resultado esperado!
Coloquem os seus esforços a serviço dos objetivos consensados e
aprovados e terão resultados. Isto é, Planejamento Estratégico hoje,
funciona!!!
Fonte: Administradores