06/11/2009 - 08h54
2010: inteligência competitiva e prioridades empresariais
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Em janeiro deste ano, estudo Gartner apontou as dez prioridades para este quase final, ano de 2009, para as empresas:
  1. Melhorar os processos de negócios;
  2. Reduzir custos empresariais;
  3. Melhorar a eficiência da força de trabalho;
  4. Atrair e reter novos clientes;
  5. Aumentar o uso de informações e análises;
  6. Criar novos produtos e serviços (inovação);
  7. Atingir mais efetivamente clientes e mercados;
  8. Gerenciar iniciativas de mudança;
  9. Expandir relacionamento com clientes atuais;
 10. Expandir para novos mercados e regiões.
Agora, passados onze meses do ano, as empresas finalizam seus planos estratégicos, planos de negócios, orçamentos, entre outros planos operacionais para 2010.
O que esperar então do próximo ano?
Dois fatos precisam ser pensados por todo profissional: Copa do Mundo e Eleições Presidenciais no Brasil.
Se entramos e saÃmos da crise, onde o otimismo do brasileiro se manteve em alta, com estes dois "eventos", a perspectiva geral é positiva.
Empresas que puxaram demais o freio de mão, sentiram que perderam contato com seus clientes ou consumidores, não pensaram em estratégia e sim somente em redução de custos, e ainda podem ter visto concorrentes ganharem posição financeira e de mercado.
Nem todos pensaram assim. Basta lembrar que uma das compras mais faladas do ano, foi a do Ponto Frio pelo Grupo Pão-de-Açúcar e ainda sua entrada na gestão da Rede Duque de postos de combustÃvel, ainda não anunciada, enquanto escrevo este post.
Das prioridades acima mencionados pelo Gartner, arrisco a reelaborar a ordem desta lista, apontando os Top 5 empresariais para 2010:
  1. Atrair e reter novos clientes;
  2. Ter uma célula (um profissional) de Inteligência Competitiva para aumentar o uso de informações e análises, com o objetivo de garantir uma melhor tomada de decisão por parte dos gestores da empresa e diminuição dos riscos empresariais;
  3. Criar novos produtos e serviços (inovação);
  4. Atingir mais efetivamente clientes e mercados;
  5. Gestão de mudança.
E neste último tópico; Gestão de mudança, cito as idéias de Jack Welch para reflexão. Mudança é fator crÃtico para qualquer negócio. Mas a resistência é alta, uma vez que as pessoas gostam do estabelecido, por já conhecerem. O novo representa risco, por isso quatro práticas são necessárias:
a) Associe seu projeto de mudança a um propósito ou meta bem definidos: "para que a mudança aconteça, as pessoas precisam compreender por que ela é necessária e de que forma vai afetá-las";
b) Contrate e promova quem acredita em seu projeto e põe a mão na massa: "para que as mudanças aconteçam é preciso contratar e promover gente que acredite nelas e ponha a mão na massa. Pessoas sem medo de arriscar, indivÃduos curiosos e de olho no futuro";
c) Livre-se dos inimigos da mudança mesmo que seu desempenho seja satisfatório: "essa é mais difÃcil das quatro práticas, segundo Jack Welch. Não é fácil mandar funcionários embora. Contudo, em qualquer empresa, sempre tem gente que resiste à s mudanças, por mais lógicas que elas sejam".
d) Fique atento às calamidades: "a maior parte das empresas procura tirar proveito das oportunidades óbvias. Quando um concorrente afunda, por exemplo, elas vão atrás de sua clientela. Quando aparece uma nova tecnologia, investem nela e criam novas linhas para seus produtos".
Por isso, Welch afirma que em geral, as crises financeiras e as falências produzem todo tipo de oportunidade para as empresas. E com estas quatro práticas, é possÃvel dar conta do recado, não há o que temer.
E se Welch disse, está dito, ora pois!
Autor: Alfredo Passos
Fonte: Administradores