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29/05/2009 - 14h48

A marca na empresa

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Ao consultarmos o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI encontraremos o seguinte sentido para Marca:

"Marca, segundo a lei brasileira, é todo sinal distintivo, visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços de outros análogos, de procedência diversa, bem como certifica a conformidade dos mesmos com determinadas normas ou especificações técnicas.
Para obter registro de uma marca, é necessário apresentar o pedido ao INPI que o examinará com base nas normas legais estabelecidas pela Lei da Propriedade Industrial e nos atos resoluções administrativos."

Sim, encontramos aí a definição no sentido técnico-jurídico, para o qual há a proteção do Estado junto ao interessado quando ocorrer violação de seu direito devidamente registrado.

Mas seria só isto? Não, pois, nos parece que há outro sentido para a Marca da empresa. É certo que podemos explorar o aspecto como instrumento de marketing à medida que discutimos sua imagem e atuação no mercado. Entretanto, muito embora a Marca da empresa agregue valores no universo do Marketing, Jurídico, etc., há que se observar sua relevância estratégica, na exata medida em que ela cria valor como ativo estratégico.

A Marca reflete a intensidade da filosofia da empresa, identifica seus valores tanto para a missão como os resultados empresariais. O planejamento estratégico de uma empresa terá como ponto de partida um grande projeto com seus custos, articulações financeiras, a integração das equipes internas e externas, bem como, toda uma mobilização orquestrada para o alcance dos objetivos propostos - basicamente verificamos que se trata de uma metodologia gerencial. Já a Marca da empresa, transcende esta concepção, pois, idealiza novas formas de valores ao cliente, obrigando a organização redirecionar suas atividades e dinamizar sua produção isto é, uma nova concepção do negócio. Ainda, a forma como integra os fornecedores, consumidores, funcionários, representantes, etc. permite gerar valores excedentes tais como, confiança, modo de vida, status, o relacionamento entre as pessoas, etc., de tal sorte que estes agentes sustentam o valor da marca, atraindo novos talentos, capital do conhecimento, investimentos, penetram sobre novos mercados, arregimentam novos adeptos, enfim, promovem estes valores excedentes muito acima dos objetivos financeiros e mercadológicos do planejamento estratégico.

E que nos faz pensar assim? Vejamos o E-commerce - para este, o que é mercado quando se tem a definição padrão de que mercado é o local onde Fornecedor e Consumidores se encontram para realização de negócios - ou seja, esta definição não corresponde com as mudanças culturais e tecnológicas ocorridas, pois, as fronteiras geográficas não existem mais, as relações surgem e se desfazem em um mesmo instante, o imediatismo não mais é um capricho, mas sim fator de sobrevivência empresarial, e, a Marca de sua empresa não ficou estática a tudo isto, ao contrário, ressurge como um novo conceito de gestão, o qual permitiu uma expansão nos valores da missão empresarial, isto é, o foco da gestão não é só a empresa, mas fundamentalmente seu maior valor intangível, sua Marca.

E como podemos verificar isto? Simples. Responda a pergunta: Seus produtos ou serviços são vendidos, ou, são comprados pelo consumidor? Pense nisto!

Renato de Almeida Silva - Consultor
Fonte: Site Sebrae-SP.
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