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Na década de 20, os administradores preocupavam-se apenas com a captação externa de recursos, procurando obter meios para a sobrevivência da empresa. Vieram os anos de crise que culminaram com a quebra de muitas organizações, motivando uma mudança radical da postura gerencial.
Nas décadas seguintes a preocupação passou a ser outra, a gestão financeira interna da empresa, buscando a geração de caixa e uma taxa de retorno atrativa que compensasse os investimentos realizados. Passou-se a se executar um constante monitoramento das movimentações dos recursos financeiros, de sua utilização e em especial, do controle dos custos operacionais.
A gestão dos custos não deve ser apenas para se buscar uma recuperação temporária da empresa mas sim, uma atividade a ser implantada em caráter permanente, controlada e acompanhada constantemente, objetivando uma melhoria contÃnua não só na utilização dos recursos e na redução dos custos mas também na melhor geração de caixa e dos resultados financeiros.
Os tempos hoje são outros, cada vez se exige mais das empresas e, em especial de seus gestores. A administração passou a ser mais profissional não havendo lugar para amadorismo. Quem o realiza seguramente não conseguirá sobreviver nesse mundo de elevada concorrência, todos buscando pelo mesmo mercado, pelo mesmo cliente.
A adoção de controle de gastos na empresa deverá ter a participação de todos os seus componentes: gestores e colaboradores. A perfeita interação de todos e a busca constante de uma melhoria operacional permanente, com uma redução racional de custos, implementada de forma gradual e perene, poderá trazer enormes benefÃcios.
Um dos grandes erros de muitas empresas, em especial das micro e pequenas é que, em sendo necessária uma redução substancial de seus gastos, implantam estratégias de curto alcance e, ao resolver parcialmente o problema de recursos, não mais realizam o monitoramento tão necessário no controle de gastos, perdendo-se assim uma ótima oportunidade de solução de muitos problemas, entrando em um circulo vicioso que provocará, em curto espaço de tempo, uma nova crise que, sendo mais forte e conseqüente da anterior, poderá levar a empresa à falência.
O controle dos gastos deverá ser uma preocupação constante das empresas. Seu acompanhamento permanente cortando custos e despesas desnecessários e que não agreguem valor deve ser permanente, propiciando assim um maior retorno aos investimentos realizados.Â
Fonte: Site Sebrae PR
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