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24/10/2008 - 07h54

Qualidade de vida como valor

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Empresas buscam no bem-estar a aproximação com os funcionários. Equilíbrio entre vida pessoal e familiar é a maior demanda dos colaboradores.

Por Toni Mello

Durante o VIII Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, realizado em São Paulo, houve mesa redonda com o tema - Promoção de Qualidade de Vida como Elemento Estratégico e de Competitividade nas Organizações do Futuro. Onde participaram o diretor de recursos humanos da Basf responsável pela América do Sul, Wagner Brunini, o gerente de planejamento da Philips, José Luiz Pereira da Costa Dias, o vice-presidente de saúde do grupo SulAmerica, João Alceu Amoroso Lima e o presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Alberto Niituma Ogata.

O executivo da Philips começou lembrando que a responsabilidade de promover a qualidade de vida não é exclusivamente da empresa, mas primordialmente do indivíduo. O que não significa que a organização não deva fomentar a prática, "a alta direção promove e incentiva a qualidade de vida, que vai além de programas de saúde", ressalva José Luiz.

A Basf, maior empresa química do mundo, realizou a 1º pesquisa de clima organizacional de cunho mundial. Foram 80 mil participantes, em 77 países, que responderam questionários em 35 idiomas. Esses números mostram a complexidade da iniciativa, que revelou que a maior demanda, nas quatro regiões do mundo, é o equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal. O executivo da organização, Wagner Brunini, comenta o resultado: "Qualidade de vida cada vez mais é um valor."

Na SulAmerica uma série de atividades são oferecidas aos 6.500 funcionários. Entre os destaques está o programa de combate ao tabagismo - hoje a organização é um ambiente livre do cigarro. O programa Saúde Ativa é outra iniciativa de relevância. Para acompanhar e avaliar as ações a empresa usa o BSC (Balanced Scorecard) e a pesquisa de clima organizacional. "Providenciamos as ferramentas, mas precisa do engajamento da empresa e dos funcionários", ressalta João Alceu.

Na década de 90, com o "boom" do voluntariado, a Philips descobriu que 35% dos funcionários desenvolviam alguma atividade voluntária. Desses, 60% tinham envolvimento com causas ligadas a AIDS. A partir dessa informação a empresa passou a apoiar as iniciativas dos funcionários na área, como visitas às escolas públicas com palestras e vivências que conscientizam sobre a importância da proteção.

Para o presidente da ABQV, Alberto Ogata, é preciso juntar a vontade da companhia com a necessidade dos funcionários. Ele lembrou também que este momento de crise por qual o mundo passa é a oportunidade para descobrir novas respostas.

Fonte: Site Você RH.

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