Gesto Comercial
Busca:

Artigos de Gestão Comercial

06/10/2008 - 09h42

Qualidade, e não preço, é fator número um de sucesso nos emergentes

A+

A-

Altera o tamanho da letra

Mais da metade (56%) das empresas que operam em mercados emergentes citam a qualidade do produto ou serviço como um fator crucial para a conquista dos consumidores locais. Em seguida aparecem os preços (41%) e a capacidade de sedução da marca, com 24%.

Como na visão dessas organizações o sucesso no mercado doméstico é um imperativo, uma grande maioria de executivos (71%) cita a conquista dos consumidores locais como o motivo principal para operar nos países emergentes. O percentual é muito superior ao de empresas que enxergam esses países apenas como meios de cortar custos, por conta da mão-de-obra mais barata (28%) ou ter acesso a seus recursos naturais (13%).

Essas são algumas das conclusões do estudo "Ahead of the game: succeeding in emerging markets" (À frente do jogo: fazendo sucesso em mercados emergentes, em uma tradução livre), realizado pelo Economist Intelligence Unit.

Novos desafios
A pesquisa evidencia a mudança dos desafios que se apresentam às empresas que decidem operar nos emergentes. Eles estão preocupadas com a instabilidade política, os fundamentos macroeconômicos e a infra-estrutura precária desses países. Mas a principal barreira hoje é a falta de mão-de-obra qualificada. Quase um a cada quatro executivos de multinacionais, o que equivale a 23%, a indicam como o empecilho número um. Para cerca de três quartos das companhias, o problema constitui uma barreira moderada.

"Empresas multinacionais têm visto mercados emergentes como uma fonte de crescimento em alguns momentos, mas especialmente agora, com a crise na economia mundial", explica o autor da pesquisa, James Watson. "Esta pesquisa mostra o que as empresas precisam fazer, como focar na qualidade, para conquistar os milhares de consumidores desses países".

Confira outros resultados da pesquisa:
Executivos confiam no crescimento dos mercados emergentes: os países contemplados por este estudo têm apresentando forte crescimento econômico na última década, uma tendência que deve permanecer. A confiança dos executivos não poderia ser maior: 87% estão otimistas quanto ao crescimento de suas empresas nos próximos dois anos (apenas 3% são pessimistas). Além disso, 79% estão otimistas com a lucratividade, e apenas 6% não estão;

O nível de risco do investimento no setor produtivo está diminuindo nessas regiões: com exceção de poucos entrevistados, os executivos acreditam que o nível de risco de todos os países pesquisados está caindo. A volatilidade do passo diminuiu substancialmente;

Parcerias com outras empresas são importantes, especialmente em mercados que apresentam maior risco: seis a cada dez executivos (58%) sentem que é importante manter parcerias com outras empresas para ter sucesso em mercados emergentes. Isso também vale para a entrada de novas marcas. Embora aquisições e investimentos verdes sejam as mais populares formas de introdução no mercado, a parceria também está sendo muito usada;

As empresas nacionais estão confiantes de que podem competir com as rivais estrangeiras: embora as pesquisas globais de marcas ainda sejam dominadas por empresas de países desenvolvidos, um número cada vez maior de competidores estão rapidamente se expandindo, dentro e fora dos mercados emergentes. Eles trazem consigo confiança na habilidade que possuem de sair na frente das multinacionais: oito a cada dez empresas locais sentem que estão bem-posicionadas e que podem competir "em casa". Somente 4% se disseram despreparadas.

Sobre a pesquisa
A pesquisa contou com a participação de 1,3 mil executivos dos 15 maiores mercados emergentes, que representaram os principais alvos do investimento direto estrangeiro nos últimos cinco anos (China, Índia e Tailândia, da Ásia; Polônia, Rússia e Turquia, do Leste Europeu; Brasil, Chile e México, da América Latina; Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, do Oriente Médio e do norte da África; e Angola, Nigéria e África do Sul, da África). Havia entrevistados das empresas nacionais e de multinacionais.

Fonte: Site InfoMoney.

Indique este site Enquete
 
Sua empresa costuma recorrer a empréstimos e linhas de crédito?
 
Sim, para melhorias em nossa infraestrutura física e tecnológica
Sim, sempre que o financeiro está apertado
Não, procuramos manter as contas em dia para ter um caixa tranquilo
A situação atual é tentar sair do sufoco.
 
 




DígithoBrasil - Controle Financeiro Pessoal - Gestão Comercial

Desenvolvido por Gestão Ativa WebDesign