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25/09/2008 - 09h30

Os CEOs e seus desafios

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Pesquisa The Conference Board revela as diferentes prioridades de presidentes de empresas de diversas partes do mundo.

Na hora de falar de inovação, segundo uma pesquisa da The Conference Board, os presidentes executivos (CEOs) concordam que contratar e desenvolver talentos que correspondem a suas necessidades é o maior dos desafios. E a execução prevalece sobre os lucros e o crescimento da receita de vendas no foco de atenção dos 769 CEOs de 40 países que responderam à pesquisa, cujos resultados foram divulgados no final de 2007.

Desafios mais importantes
Excelência na execução.
Crescimento firme e sustentável da receita.
Execução consistente da estratégia pela equipe de gestão.
Aumento dos lucros.
Encontrar gestores talentosos e qualificados.
Consolidar a lealdade dos clientes e conseguir retê-los.
Velocidade, flexibilidade e capacidade de adaptação às mudanças.
Reputação da empresa.
Estimular a inovação, a criatividade e o espírito empreendedor.
Velocidade de resposta às demandas do mercado.

"A maioria dos CEOs do mundo já reconhece que a força na execução é fator crítico para estimular melhores receitas e maiores lucros", disse Jonathan Spector, presidente da The Conference Board ao comentar os resultados da pesquisa, "e também que as pessoas têm papel crucial no crescimento das empresas." Durante a pesquisa pediuse aos executivos que considerassem a magnitude de cada desafio projetada nos seis a 12 meses seguintes em uma escala de 0 ("não me preocupa") a 5 ("é minha maior preocupação").

Parecidos, mas nem tanto
Na Ásia, os CEOs estão mais preocupados em encontrar gestores talentosos e qualificados (no topo da lista, com 38,6%) do que em aumentar a receita de maneira sustentável (em segundo lugar, com 37,3%) ou conseguir excelência na execução, expandir-se na China ou incrementar os lucros, os três itens que se seguiram. Na Europa, dão mais importância à excelência na execução (39,6%), ao crescimento da receita (38,3%) e -o que é original, mas não totalmente aleatório, levando em conta a cultura de gestão européia- a velocidade, flexibilidade e capacidade de adaptação às mudanças (surpreendentes 32,9%, porcentagem acima dos 26,5% registrados pelos asiáticos e dos "superados" 18,2% indicados pelos norteamericanos). Fiéis a sua habitual filosofia de negócios, aumentar a receita ainda é sua prioridade máxima e a execução se divide nos dois objetivos que completam os três desafios mais relevantes: a excelência e a necessidade de que a equipe de gestão seja consistente na hora de implementar a estratégia. Mais dispersas ainda, as respostas dos norteamericanos colocam em evidência outros dados interessantes. Das 125 empresas divididas entre as de menor sucesso -nas quais o retorno sobre os ativos (ROA) é menor que a média- e as de maior sucesso -que registram um ROA maior que a média-, os CEOs do segundo grupo sentem mais a pressão dos custos dos benefícios de saúde (17,5%) do que os do conjunto das "de maior sucesso" (10,5%).

A diferença em relação ao estresse causado pelo desafio "energético", ou seja, o custo ou a disponibilidade do petróleo e da energia em geral, é ainda maior. "Pesa" bem mais para os presidentes de empresas de menor sucesso (19,6%) do que para os das "vencedoras" (4,4%).

Fonte: Site InfoMoney.

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